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Kim Jong-un volta a afirmar que não há casos de covid-19 na Coreia do Norte

Kim Jong-un volta a afirmar que não há casos de covid-19 na Coreia do Norte

O líder norte-coreano disse este sábado que continuará a reforçar as suas Forças Armadas e garantiu, mais uma vez, não haver um único caso de infeção por covid-19 no país, durante um desfile militar em que exibiu novo míssil.

Kim Jong-un falava no desfile que se realizou este sábado no país, por ocasião do 75.º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores, no poder.

Um desfile militar, em Pyongyang , durante o qual o exército norte-coreano exibiu um novo míssil balístico intercontinental com uma envergadura de asa maior do que o Hwasong-15, o míssil de maior alcance testado pelo regime até à data.

Este novo míssil, cujo nome é desconhecido, ainda não foi testado por Pyongyang.

A Coreia do Norte não lança um ICBM, a título experimental, desde novembro de 2017, quando testou o Hwasong-15, coincidindo com a altura em que, pela via diplomática, houve uma tentativa de ser negociado um acordo de desnuclearização com os Estados Unidos, embora as conversações com Washington nesta área tenham estado paradas.

"Continuaremos a reforçar o nosso exército para defesa pessoal e dissuasão", disse o Presidente da Coreia do Norte num discurso transmitido em direto na televisão estatal.

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A televisão estatal KCTV mostrou esquadrões de soldados armados e veículos militares alinhados nas ruas de Pyongyang prontos a marchar até à Praça Kim Il Sung, que recebeu o nome do fundador do regime.

Nenhum dos participantes e ninguém na audiência usava máscaras, mas havia menos pessoas do que o habitual, na praça.

Kim Jong-un assegurou que não havia "uma única pessoa" infetada pelo novo coronavírus no seu país, enquanto a pandemia afeta o mundo inteiro.

O líder norte-coreano desejou também "boa saúde a todas as pessoas em todo o mundo que lutam contra os males" da Covid-19, num momento em que o Presidente dos EUA, Donald Trump, testou positivo e esteve recentemente hospitalizado.

Segundo um general sul-coreano, o desfile militar teve lugar ao início da manhã deste sábado e foi "seguido de perto" pelos serviços secretos sul-coreanos e norte-americanos.

O evento surge num cenário interno pesado, devido ao impacto da pandemia e a uma série de tufões que atingem duramente o país, e num momento em que este se encontra sob severas sanções.

Ao contrário do que aconteceu em desfiles anteriores, este ano nenhum meio de comunicação social estrangeiro foi convidado. Além disso, muitas embaixadas estão fechadas devido às restrições impostas pela pandemia, o que resulta num número limitado de observadores externos.

No final de dezembro, o líder norte-coreano tinha ameaçado apresentar uma "nova arma estratégica", mas alguns especialistas acreditavam que Pyongyang não teria a intenção de irritar a Casa Branca antes das eleições presidenciais americanas.

O evento, que envolve milhares de pessoas, poderá ser muito propício à propagação do coronavírus, a menos que sejam tomadas "precauções extremas", observou Harry Kazianis do Centro de Interesse Nacional, um centro de investigação.

Contudo, tais medidas são "muito improváveis", continua: "As máscaras e os mísseis não se misturam", afirmou.

A Coreia do Sul tinha dito este sábado de manhã que a Coreia do Norte estaria a realizar um desfile militar para assinalar o 75.º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores.

"Foram detetados indícios de que a Coreia do Norte realizou um desfile militar na Praça Kim Il-Sung [em Pyongyang] durante as primeiras horas [de sábado], mobilizando uma grande quantidade de equipamento e pessoas", referiu o Estado-Maior sul coreano num comunicado.

O mesmo comunicado, citado pela agência AFP, adiantava que os serviços secretos sul-coreanos e norte-americanos "estão a acompanhar de perto o evento".

A comunidade internacional aplicou sanções à Coreia do Norte na sequência do seu programa de mísseis nucleares.

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