Ucrânia

Kremlin fala de "sinais positivos" após visita de Macron a Kiev

Kremlin fala de "sinais positivos" após visita de Macron a Kiev

O Kremlin mencionou esta quarta-feira pela primeira vez "sinais positivos" na sequência da visita do Presidente francês, Emmanuel Macron, à Ucrânia, sobre uma resolução do conflito entre Kiev e os separatistas pró-russos, um processo paralisado há anos.

"Houve sinais positivos sobre a decisão da Ucrânia de agir apenas com base nos acordos de Minsk. Isso é uma vantagem", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

PUB

"Mas não ouvimos o Presidente (ucraniano Volodymyr) Zelensky dizer que estava disponível para lidar com isso rapidamente", acrescentou Peskov.

Moscovo acusa a Ucrânia de se recusar a aplicar os acordos de Minsk de 2015, que tentam colocar um fim ao conflito na região de Donbass, no leste da Ucrânia e ocupada em grande parte por separatistas pró-russos, que já matou mais de 13 mil pessoas, segundo a ONU.

Apesar dos seus desmentidos, a Rússia é olhada como a principal instigadora do conflito, apoiando os separatistas, militar e politicamente.

Peskov reagiu às declarações do Presidente Zelensky - que recebeu o seu homólogo francês na terça-feira, numa visita que se seguiu a um encontro em Moscovo entre Macron e o Presidente russo, Vladimir Putin, sobre a crise nas fronteiras ucranianas.

O Ocidente acusa a Rússia de se preparar para invadir a Ucrânia, um país já dilacerado pela guerra civil no Donbass.

A Rússia nega a intenção bélica, mas condiciona qualquer medida para diminuir a tensão a garantias para a sua segurança, incluindo que a Ucrânia nunca será membro da NATO e que a aliança retirará as suas forças para as suas posições de 1997.

Os assessores políticos dos líderes ucraniano, russo, francês e alemão devem reunir-se em Berlim, na quinta-feira, para tentar encontrar formas de relançar o processo de paz no Donbass e discutir a realização de uma possível cimeira dos líderes dos quatro países.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG