França

Le Pen defende que NATO deve aproximar-se da Rússia após guerra na Ucrânia

Le Pen defende que NATO deve aproximar-se da Rússia após guerra na Ucrânia

A candidata às eleições presidenciais francesas, Marine Le Pen, disse hoje numa conferência de imprensa sobre política externa que a NATO deve aproximar-se da Rússia e que a sua proximidade com Putin serviu sempre "o interesse da França".

"Assim que a guerra russo-ucraniana tenha acabado e haja um tratado de paz entre as duas partes, vou propor uma aproximação estratégica entre a NATO e a Rússia", defendeu hoje Marine Le Pen.

A candidata falava numa conferência de imprensa destinada a esclarecer as suas posições a nível internacional e que tipo de política externa vai defender caso ganhe as eleições presidenciais no dia 24 de abril.

Questionada sobre o papel da NATO, Marine Le Pen disse que se for Presidente vai retirar França do comando militar da organização, voltando à política adotada pelo país entre 1966 e 2009. Para Le Pen, as forças francesas não devem estar sob comando de outra soberania que não a francesa, embora garanta que o país permanecerá na NATO.

Quanto à sua proximidade com o regime de Moscovo - que se traduziu nomeadamente em várias visitas de Marine Le Pen a Vladimir Putin -, a candidata esclareceu que até ao início da guerra da Ucrânia considerava ser do interesse da França manter boas relações com o Kremlin.

"Até ao início da guerra na Ucrânia, pensava efetivamente que era do interesse da França aproximar a Rússia da Europa e, sobretudo, impedir a Rússia de constituir uma aliança próxima com a China", respondeu aos jornalistas.

A candidata assegurou ainda que vai manter o compromisso com o Acordo de Paris sobre o clima e que pretende manter França na União Europeia (UE) caso seja eleita Presidente.

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"Digo desde já que o 'Frexit' não é um projeto nosso", esclareceu.

A conferência de imprensa foi interrompida por uma manifestante de um movimento ecologista que brandiu um cartaz em forma de coração com Marine Le Pen e Vladimir Putin, tendo sido retirada da sala à força pela segurança da candidata.

Emmanuel Macron e Marine Le Pen vão defrontar-se daqui a duas semanas na segunda volta das eleições presidenciais que se realizam a 24 de abril.

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