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Leões extintos encontrados após 12 mil anos congelados

Leões extintos encontrados após 12 mil anos congelados

Dois "leões" bebés, com 12 mil anos, foram descobertos na Sibéria. São os corpos mais bem preservados desta espécie extinta alguma vez encontrada, apresentando ainda os bigodes eriçados.

Uyan e Dina são os nomes dados às duas crias encontradas congeladas na Sibéria e apresentadas, esta terça-feira, aos media.

Foram exibidos em placas gigantes de gelo e têm o tamanho de grandes gatos domésticos. Apesar das análises para perceber qual é a idade do par ainda só agora começarem, os cientistas dizem que têm pelo menos 12 mil anos.

Segundo o jornal "Siberian Times", Albert Protopopov, chefe de um departamento da Academia de Ciências de Yakutien, disse que as crias foram encontradas na margem do rio Uyandina, no distrito de Abyisky.

"Houve um aumento de nível do rio no verão, e quando a água baixou, houve deslizamentos e fendas. Numa dessas fendas vimos uma placa de gelo com algumas peças no interior. Decidimos dar uma olhadela e encontramos as crias", contou Protopopov.

"Esta é sem dúvida uma descoberta sensacional. Eles estão completos, têm todas as partes do corpo: pele, orelhas, tecidos moles e até bigodes!" Segundo o cientista, trata-se de uma descoberta única no mundo, sendo os restos mais completos desta espécie (leão-das-cavernas) encontrados até hoje.

É possível que o par tenha morrido num buraco, num deslizamento de terra, e que este sítio nunca tenha sido afetado pelo clima. "É a forma que encontramos para explicar tal preservação, tão rara dos animais", acrescentou Protopopov.

Os cientistas acreditam que as crias têm um ou duas semanas de idade, quando comparadas às crias de leões que existem hoje. Os olhos estão pouco abertos, os dentes parecem de bebé e nem todos cresceram.

Os nomes são uma homenagem ao rio onde foram encontrados, sendo um masculino e outro feminino. Mas os sexos das crias ainda não foram identificados, pelo que têm opções para o caso de serem ambos fêmeas (Uyana e Dina) ou ambos machos (Uyan e Din).

No próximo ano, os investigadores voltarão ao local para procurar restos de mais crias, ou até mesmo da leoa progenitora.