Síria

Libertação de freiras raptadas na Síria confirmada oficialmente

Libertação de freiras raptadas na Síria confirmada oficialmente

As 13 freiras raptadas na Síria, há mais de três meses, foram, este domingo, libertadas e entregues às autoridades libanesas, anunciou o diretor da Segurança Nacional libanesa, Abas Ibrahim, citado pela agência de notícias libanesa ANN.

Em declarações aos jornalistas, Abas Ibrahim disse que o acordo obtido com os sequestradores - um grupo de rebeldes - inclui a libertação de 150 presos na Síria, mas negou que tenha sido pago um resgate.

Ibrahim referiu que, apesar do acordo alcançado, os raptores ainda tentaram sair dele num último momento.

As religiosas entraram na localidade libanesa de Arsal, na fronteira com a Síria, de onde foram transportadas para a povoação de Labue, em direção à zona de Yadid Yabus.

Juntamente com as freiras, foram libertadas outras três pessoas que estavam no convento quando as religiosas foram sequestradas.

Em comunicado, o patriarca grego católico de Antióquia e Médio Oriente, monsenhor Gregório III Laham, expressou a sua satisfação, salientando que os esforços exercidos são exemplo da cooperação nas sociedades árabes.

A libertação das 13 freiras gerou muita contrainformação, com um porta-voz da embaixada do Quatar no Líbano a assegurar à agência de notícias espanhola Efe que as religiosas continuavam nas mãos dos sequestradores, depois de o presidente do Conselho Ortodoxo libanês, Robert Eid, que participou nas negociações, ter afirmado que as monjas se encontravam em segurança, nas mãos de forças libanesas.

Robert Eid adiantou que tinha sido pago um resgate, sem revelar o montante.

As freiras foram raptadas a 2 de dezembro, do Convento de Santa Tecla, durante o assalto pelos rebeldes à povoação de Malula, de maioria cristã.

O regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, acusou terroristas, como designa os opositores, de terem raptado as religiosas, que, posteriormente, foram levadas para a localidade de Yabrud, perto da fronteira com o Líbano.

O grupo de rebeldes que tinha em seu poder as monjas exigiu, em janeiro, em troca, a libertação de 200 presos.