Rio de Janeiro

Libertados dois polícias acusados de matar turista espanhola em favela do Brasil

Libertados dois polícias acusados de matar turista espanhola em favela do Brasil

Os dois elementos da polícia militar brasileira acusados da morte de uma turista espanhola, numa favela no Rio de Janeiro, esta semana, saíram em liberdade condicional.

O tenente Davi dos Santos Riberiro, acusado de ter disparado a bala que provocou a morte da turista espanhola, e o agente Luiz Eduardo de Noronha Rangel, que fez disparos para o ar na mesma ocasião, abandonaram a unidade prisional da polícia militar de Niteroi, nos arredores do Rio de Janeiro, onde estavam detidos desde segunda-feira.

A liberdade condicional dos dois foi ordenada pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo, titular da Auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro, que abriu um processo disciplinar contra ambos pela responsabilidade no incidente e por serem da Polícia Militar.

A turista espanhola, de 67 anos, María Esperanza Jiménez, morreu na segunda-feira depois de ter sido baleada no pescoço quando seguia num veículo na favela da Rocinha, acompanhada pelo irmão, cunhada, um guia brasileiro e o condutor do carro.

Uma lei promulgada pela ex-Presidente Dilma Rousseff em 2014 proíbe polícias de atirarem se um veículo não respeitar um bloqueio, exceto numa situação de "risco de morte ou lesão", facto que inicialmente indica que os agentes não respeitaram a lei.

O Rio de Janeiro vive uma onda de violência, que mobilizou autoridades locais e federais para conter a ação de traficantes nas favelas da cidade.

Uma das comunidades que tem sofrido com o recrudescimento da violência na capital carioca é justamente a favela da Rocinha.

Face à incapacidade da polícia local para controlar a situação, o Governo federal enviou em agosto 8.500 militares para ajudar a impedir conflitos entre traficantes que disputam o controlo das favelas e do mercado de venda de drogas no Rio de Janeiro.

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