Mauritânia

Líbia quer julgar líder da 'secreta' de Kadafi

Líbia quer julgar líder da 'secreta' de Kadafi

O ministro líbio da Justiça afirmou, este domingo, que o país tem capacidade para julgar o ex-chefe dos serviços de informação, Abdallah al-Senoussi, detido na Mauritânia e procurado pelo Tribunal Penal Internacional.

"Os nossos tribunais são muito bons, são mesmo excelentes particularmente em Tripoli, e nós somos capazes de realizar este julgamento segundo as normas internacionais", garantiu ministro líbio da Justiça Ali Hmida Achour.

"Esperamos que diplomatas e governantes convençam todas as partes da necessidade de julgar Senoussi na Líbia", disse o governante, acrescentando que o país está em conversações com a Mauritânia sobre este assunto.

As declarações de Ali Hmida Achour surgem depois de a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional defender que o antigo chefe dos serviços secretos líbios deve ser julgado no TPI, perante a inexistência de um sistema judicial que funcione na Líbia.

Entretanto, uma fonte da segurança mauritana disse à AFP que o governo recebeu dois pedidos de extradição de al-Senoussi, um da França e outro do Tribunal Penal Internacional (TPI).

A mesma fonte disse que a Líbia ainda não se manifestou, mas que o governo da Mauritânia aguarda a visita de uma delegação do Conselho Nacional de Transição (CNT, no poder em Tripoli), numa data ainda não precisada.

O Tribunal Penal Internacional (TPI), a França e a Líbia querem todos julgar al-Senoussi, de 62 anos, que está detido pela Mauritânia depois de ter sido capturado no aeroporto da capital, Nouakchott, quando chegava da cidade marroquina de Casablanca, com um passaporte maliano falso.

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A Mauritânia não é signatária do Estatuto de Roma do TPI, pelo que não tem a obrigação formal de lhe entregar o detido, acusado de crimes contra a humanidade durante a revolta contra Kadafi.

Al-Senoussi é procurado pela França por envolvimento num atentado num voo comercial francês em 1989 que matou todos os 170 passageiros a bordo quando sobrevoava o Níger.

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