Afeganistão

Ayman al-Zawahiri: Líder da al-Qaeda morto pelos EUA

Ayman al-Zawahiri: Líder da al-Qaeda morto pelos EUA

Ayman al-Zawahiri, um dos terroristas mais procurados do mundo, foi morto pelas autoridades norte-americanas, que o perseguiam desde os ataques do 11 de setembro. Al-Zawahiri, de 71 anos, liderava a organização terrorista al-Qaeda desde a morte de Osama Bin Laden.

O líder da organização terrorista al-Qaeda, AlAyman al-Zawahiri, foi morto esta segunda-feira pelas forças norte-americanas.

Joe Biden confirmou, esta noite, a informação que foi adiantada por vários meios de comunicação norte-americanos na noite de segunda-feira. O presidente dos EUA garante que autorizou o ataque de precisão contra o terrorista, que se tinha mudado há pouco tempo para Cabul. Nenhum civil morreu no ataque, garantiu.

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"Não nos esquecemos das vítimas do 11 de Setembro", sublinhou o líder norte-americano, que listou alguns dos ataques contra interesses dos EUA cuja autoria é atribuída a Zawahiri.

O ataque de que resultou a morte do Zawahiri ocorreu no Afeganistão e foi consumado através do recurso a um drone.

Com 71 anos, Zawahiri era o rosto mais visível da organização desde a morte de Bin Laden, em 2011, e fazia parte há muito da lista dos homens mais procurados do mundo. Médico de formação, o líder da al-Qaeda fundiu em 1998 a Jihad Islâmica egípcia com a al-Qaeda.

Talibãs condenam ataque e morte

Sem referir o nome do líder jiadista, o Governo talibã condenou "veementemente o ataque" e sublinhou ter sido "uma clara violação do direito internacional e do acordo de Doha", também conhecido como Acordo para Trazer a Paz ao Afeganistão. O ataque "repete a experiência fracassada dos últimos 20 anos e vai contra os interesses dos Estados Unidos, do Afeganistão e da região. A repetição dessas ações prejudicará as oportunidades potenciais" de estabilizar a região, avisou o porta-voz Zabiullah Mujahid.

EUA acusam talibãs de violarem acordo

Por seu turno, o Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, devolveu as acusações, dizendo que o regime talibã no Afeganistão violou "grosseiramente" o acordo de Doha ao acolher em Cabul Ayman al-Zawahir. "À luz da relutância ou incapacidade dos talibãs em honrar os seus compromissos, continuaremos a apoiar o povo afegão com assistência humanitária e a defender a proteção dos seus direitos humanos, especialmente os das mulheres e raparigas", disse o secretário de Estado.

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