Tensão

Líderes do G7 reúnem-se quinta-feira para discutir crise na Ucrânia

Líderes do G7 reúnem-se quinta-feira para discutir crise na Ucrânia

Os líderes dos sete países mais ricos do mundo (G7) vão reunir-se na próxima quinta-feira numa cimeira em formato virtual que será dedicada à crise russo-ucraniana, disse esta sexta-feira um porta-voz governamental alemão.

A reunião, que irá decorrer nesse dia entre as 14 horas e as 15.30 horas (hora de Lisboa), será dedicada em particular à "situação na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia", precisou, em conferência de imprensa, o porta-voz do Governo da Alemanha, país que preside atualmente ao G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido).

A reunião vai igualmente servir para preparar a próxima cimeira do G7 que vai decorrer entre os dias 26 e 28 de junho no castelo de Elmau, na Baviera alemã.

Antes, este sábado, os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 vão reunir-se para analisarem a crise entre a Ucrânia e a Rússia, à margem da Conferência de Segurança de Munique, evento organizado nesta cidade alemã que arranca hoje e decorre até domingo.

O anúncio desta sexta-feira sobre esta cimeira dos líderes do G7 ocorre numa altura de forte tensão entre o Ocidente e a Rússia, com o regime de Moscovo a ser acusado de concentrar até 150 mil soldados nas fronteiras da Ucrânia, numa aparente preparação para uma potencial invasão do país vizinho.

Moscovo desmente qualquer intenção bélica e afirma ter retirado parte do contingente da zona.

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Entretanto, o exército da Ucrânia e os separatistas pró-russos acusaram-se hoje mutuamente de novos bombardeamentos no leste do país, onde a guerra se prolonga desde 2014.

As autoridades ucranianas referem 20 violações do cessar-fogo pelos separatistas pró-russos durante a noite passada, enquanto as milícias pró-Rússia acusam as Forças Armadas de Kiev de terem efetuado 27 disparos nas últimas horas.

Em 2014, a Rússia anexou a península da Crimeia, o que desencadeou uma guerra na região do Donbass (leste ucraniano) que provocou até hoje mais de 14 mil mortos, de acordo com as Nações Unidas.

Esta semana, a câmara baixa do parlamento russo (Duma) aprovou um apelo dirigido a Vladimir Putin para que este reconheça a independência dos territórios separatistas da Ucrânia.

O reconhecimento da independência destes territórios pode significar o fim dos Acordos de Minsk, firmados em 2015 sob a mediação da França e da Alemanha.

Nos últimos meses, 720 mil residentes das zonas separatistas receberam passaportes russos e estatuto de cidadania por parte de Moscovo.

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