Ucrânia

Líderes do Parlamento Europeu acusam Moscovo de minar segurança da Europa

Líderes do Parlamento Europeu acusam Moscovo de minar segurança da Europa

A Conferência dos Presidentes do Parlamento Europeu condenou esta quarta-feira a atuação da Rússia em relação à Ucrânia, que considera minar ainda a segurança da Europa.

Num comunicado, a Conferência dos Presidentes do PE (presidente do Parlamento e líderes dos grupos políticos) sublinham que "a Ucrânia enfrenta a ameaça de uma agressão militar sem precedentes por parte da Federação Russa".

Os líderes do PE consideram também que a atuação de Moscovo "é também uma ameaça ao próspero desenvolvimento democrático e económico da Ucrânia, à ordem internacional baseada em regras, e à segurança da Europa como um todo".

Os signatários rejeitam ainda "quaisquer tentativas de enfraquecer ou minar os princípios e mecanismos de segurança e cooperação na Europa" e saudam "a unidade dos partidos europeus e transatlânticos a este respeito".

A Conferência dos Presidentes lembra que "apenas os ucranianos podem decidir sobre o caminho que o seu país deve seguir para o futuro", anunciando o seu apoio à "escolha do país por um futuro europeu em liberdade, democracia, paz e segurança".

O Ocidente acusa a Rússia de ter concentrado mais de 100.000 tropas nas fronteiras da Ucrânia para invadir novamente o país vizinho, depois da anexação da Crimeia em 2014.

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A Rússia nega qualquer intenção bélica, mas exige garantias para a sua segurança, incluindo uma promessa de que a Ucrânia nunca será membro da NATO, uma exigência liminarmente rejeitada pelo Ocidente, que propôs em troca conversações com Moscovo sobre outros assuntos de segurança, como o controlo de armas ou visitas recíprocas a infraestruturas sensíveis.

O Parlamento Europeu aprovou o pacote de ajuda de emergência à Ucrânia de 1,2 mil milhões de euros, podendo a União Europeia (UE) avançar com o primeiro desembolso para garantir estabilidade face às investidas russas.

O aval a este pacote de assistência macrofinanceira de emergência à Ucrânia, proposto pela Comissão Europeia, foi hoje dado pelos eurodeputados na sessão plenária da assembleia europeia, na cidade francesa de Estrasburgo, com 598 votos a favor, 55 contra e 41 abstenções.

Na sequência da aplicação do processo de urgência, estes fundos começarão agora a ser disponibilizados à Ucrânia, assumindo a forma de empréstimos a longo prazo em condições "altamente favoráveis", explica o Parlamento Europeu em comunicado.

A ajuda visa "reforçar a estabilidade macroeconómica e a resiliência global da Ucrânia no contexto do acentuado aumento da incerteza geopolítica e do seu impacto na situação económica", dadas as investidas russas, assinala a assembleia europeia.

Caberá agora à Comissão Europeia avançar com uma primeira parcela, de 600 milhões de euros, sendo que o desembolso da segunda tranche (de igual valor) está sujeito a uma execução satisfatória do programa do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de outros requisitos políticos previamente acordados.

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