O Jogo ao Vivo

Líbia

Liga Árabe classifica a situação na Líbia como "catastrófica"

Liga Árabe classifica a situação na Líbia como "catastrófica"

O secretário-geral cessante da Liga Árabe, Amr Mussa, disse, esta quarta-feira, que a situação na Líbia "é catastrófica". A Liga dos Direitos Humanos líbia diz que há já seis mil mortos desde o início da contestação.

"A situação na Líbia é catastrófica e não a devemos aceitar (...) As vidas árabes têm valor", disse Amr Mussa numa reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da Liga Árabe.

O chefe de gabinete de Amr Mussa, Hicham Youssef, declarou antes que os chefes das diplomacias dos 22 países membros da Liga vão "adoptar uma resolução sublinhando a rejeição árabe de qualquer intervenção militar estrangeira na Líbia" e o seu apoio "à unidade e à segurança do território líbio".

A posição foi repetida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Hoshiar Zebari: "As autoridades líbias têm de tomar a decisão corajosa de parar com a violência no país e mostrar respeito pelos direitos do povo".

Seis mil mortos

A onda de violência provocada pela contestação popular anti-regime na Líbia terá feito seis mil mortos, dos quais três mil na capital Tripoli, segundo o balanço anunciado, em Paris, por um porta-voz da Liga dos Direitos Humanos líbia.

"O número de vítimas em todo o país é de seis mil, dos quais três mil em Tripoli, dois mil em Benghazi e mil em outras cidades", como Zawiyah ou Zenten, declarou Ali Zeidan, durante uma conferência de imprensa na sede da Federação Internacional das Ligas dos Direitos Humanos (FIDH), na capital francesa.

PUB

O porta-voz admitiu, no entanto, que o balanço de vítimas mortais poderá ser ainda mais elevado. "Os corpos das vítimas dos bombardeamentos em Tripoli foram retirados em camiões e enterrados em valas comuns fora da capital. Os feridos desapareceram dos hospitais, o poder quer apagar os vestígios dos seus crimes", denunciou o porta-voz.

Mercenários pagos com receitas do petróleo

O representante da organização líbia acusou ainda o Chade de ter um papel preponderante na angariação de mercenários estrangeiros para defender o regime do líder líbio Muammar Kadafi.

"Existem cerca de 25 mil mercenários na Líbia, mas nem todos estão em acção. Eles são liderados por dois generais do Chade que estão sob as ordens do embaixador do Chade na Líbia, Daussa Deby, que é irmão do presidente do país, Idriss Deby", assegurou Ali Zeidan.

O mesmo representante estimou que, neste momento, estão perto de três mil mercenários em Tripoli e outros três mil nas zonas circundantes da capital líbia. Os mercenários são do Chade, mas também do Níger, do Mali, do Zimbabué e da Libéria.

O porta-voz acrescentou que os oficiais recebem dois mil dólares por dia, enquanto que os soldados cerca de 300 dólares. O dinheiro, segundo o representante, é proveniente das receitas do petróleo líbio.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG