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Lula da Silva diz que nunca quis tanto ser Presidente do Brasil como agora

Lula da Silva diz que nunca quis tanto ser Presidente do Brasil como agora

O ex-presidente Lula da Silva, que lidera as sondagens de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2022, apesar de não ter formalizado a sua candidatura, disse, esta terça-feira, que nunca quis tanto ser Presidente do Brasil como agora.

"Ainda não sou candidato. Mas estou na fila. Vou confessar que nunca tive tanto desejo de ser Presidente como tenho agora com 75 anos", disse Luiz Inácio Lula da Silva, numa mensagem nas redes sociais. "Não tenho o direito de me reformar, de ficar parado ou de carregar ódio. E o PT [Partido dos Trabalhadores] tem obrigação de voltar [ao poder]. Depois vamos definir a candidatura", acrescentou o dirigente e fundador do maior partido de esquerda da América Latina.

Lula da Silva admitiu sua intenção de disputar as eleições presidenciais de 2022 desde que, em novembro de 2019, saiu da prisão, onde cumpriu pena antecipada de 580 dias por duas condenações por corrupção que foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-presidente brasileiro restabeleceu seus direitos políticos que havia perdido por ter sido condenado em duas instâncias.

Apesar de seus correligionários considerarem sua candidatura um facto, Lula da Silva esclareceu que só aceitará a indicação caso tenha condições e as forças de esquerda lhe peçam para liderar uma campanha para derrotar o atual Presidente, Jair Bolsonaro, seu principal adversário político e que aspira a ser reeleito.

O ex-presidente voltou a falar de sua possível candidatura após iniciar neste domingo uma ronda de 10 dias por seis estados do nordeste brasileiro, região mais pobre do país e reduto eleitoral do PT, para se reunir com lideranças políticas e sociais.

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"Achei que tinha cumprido a missão da minha vida quando conseguimos tirar o Brasil do mapa da fome. Achei que minha trajetória de luta tinha acabado. E foi aí que aprendi uma coisa, que um ser humano que tem uma causa só para de lutar quando morre", comentou Lula da Silva, sobre retomar suas atividades políticas.

"Quero muito conversar e fazer alianças políticas. Só não renuncio a uma coisa: que o povo seja incluído no orçamento. A partir de agora não vamos mais parar. Vamos viajar por este país", acrescentou, referindo-se às conversas que teve com líderes de diferentes partidos para formar uma ampla coaligação para as eleições do próximo ano.

Em Recife, maior cidade da região nordeste do país e primeira paragem de sua viagem, Lula da Silva reuniu-se com importantes lideranças do Partido Socialista Brasileiro (PSB), antigo aliado do PT.

O líder socialista começou uma viagem pelo nordeste justamente no momento em que Jair Bolsonaro promove um novo programa de distribuição de subsídios para os mais pobres, que ultrapassa em valores e chega ao "Bolsa Família" de Lula da Silva e que vai favorecer principalmente as famílias da região e pode ter um forte efeito eleitoral.

Pelas últimas pesquisas, se as eleições de outubro de 2022 fossem hoje, Lula da Silva venceria, com 46% dos votos, e Bolsonaro estaria em segundo lugar, com 25%.

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