Venezuela

Luso-descendente detido por contrabando de gasolina na Venezuela

Luso-descendente detido por contrabando de gasolina na Venezuela

As autoridades da Venezuela detiveram 13 cidadãos, entre eles um luso-descendente, pelo alegado envolvimento no contrabando de gasolina nos Estados de Anzoátegui e Bolívar, a 510 e 575 quilómetros de Caracas, respetivamente.

As detenções foram confirmadas pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, através do Twitter, na qual precisou que os detidos vão ser acusados de "terrorismo, contrabando agravado, peculato doloso, corrupção agravada e associação para cometer delito".

"O Ministério Público da Venezuela informa sobre um novo golpe às máfias que traficam gasolina, com um balanço de 13 detidos", anunciou Tarek William Saab.

Segundo o MP venezuelano, entre os detidos estão o ex-presidente da Câmara Municipal de Independência (Anzoátegui), Carlos Rafael Vidal Bolívar (do Partido Socialista Unido da Venezuela, PSUV, o partido do Governo) e o ex-procurador superior do Estado de Bolívar Manuel Junior Gil da Silva, luso-descendente.

Estes dois detidos, "juntamente com o capitão António José Barrios Barrios, da Guarda Nacional Bolivariana (polícia Militar) e seus cúmplices, desviavam e comercializavam grandes quantidades de combustível das estações de serviço do município de Independência".

No sábado, o vice-presidente da Área Económica e ministro do Petróleo da Venezuela, Tareck El Aissami, anunciou, através de um comunicado, que durante a operação "Mão de Ferro" foi "desmantelada com sucesso uma perigosa rede de crime organizado dedicada ao desvio, contrabando e venda ilegal de combustíveis no Estado de Anzoátegui".

"Nessa operação foram detidos os cabecilhas e principais cúmplices, entre os quais se destacam os funcionários de alto nível que, traindo a confiança do povo, usavam indignamente as suas investiduras para saquear os bens públicos", explicou.

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Nesse dia, as autoridades venezuelanas confirmaram a detenção de seis pessoas, entre elas três políticos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo), pelo alegado envolvimento no tráfico de drogas.

O anúncio foi feito pela Superintendência Nacional Antidrogas da Venezuela (SUNAD), através de um comunicado divulgado na Internet.

"Cumprimos com o dever de informar o povo venezuelano que num esforço conjunto entre as 'forças de inteligência' (serviços de informação) do Estado, sob instruções do Presidente Nicolás Maduro Moros, se concretizou com sucesso a operação 'Mão de Ferro', desferindo um duro golpe contra uma rede de tráfico de droga que opera nos estados de Zúlia e Falcão", explica o SUNAD.

Segundo aquele organismo, "no desenvolvimento deste primeiro golpe, foram detidos os seguintes cidadãos: Víctor Cano Páez (colombiano), Jeikar Pérez e Robert Montaña Viloria".

No mesmo comunicado, o SUNAD explica que foram também detidos os funcionários públicos Keyrineth Fernández (presidente da Câmara Municipal de Jesús Maria Semprún) e os deputados Taína González (do Estado de Zulia) e Luis Vilória Chirinos (do Estado de Táchira).

Segundo a imprensa local, a presidente da Câmara Municipal de Jesus, Maria Semprún, e os dois deputados fazem parte do Partido Socialista Unido da Venezuela.

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