Covid-19

Madrid começou a negociar a compra da Sputnik V em fevereiro

Madrid começou a negociar a compra da Sputnik V em fevereiro

Em fevereiro, o Governo de Madrid reuniu-se com intermediários responsáveis pela distribuição da vacina Sputnik V para explorar a possibilidade de um acordo de pré-compra do fármaco russo, apesar de este não estar aprovado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA).

De acordo com a imprensa espanhola, o conselheiro de Saúde da Comunidade de Madrid, Enrique Ruiz Escudero, reuniu-se três vezes com responsáveis pela vacina russa, Sputnik V.

O primeiro encontro aconteceu no dia 11 de fevereiro, a pedido de uma das empresas que produz o fármaco russo. "O Ministério da Saúde ouviu as abordagens, uma vez que esta vacina estava programada para ser fabricada na Galiza e queria conhecer a situação da vacinação a nível nacional e regional", afirmou um porta-voz do Ministério da Saúde da Comunidade de Madrid ao "El País".

Depois deste primeiro contacto, o responsável pela pasta da Saúde em Madrid reuniu-se ainda com outros dois representantes da vacina russa, "para explorar o mercado internacional e para ter todas as possibilidades abertas no futuro na luta contra a pandemia, sempre no quadro nacional de vacinação."

O objetivo do Governo de Madrid "era facilitar um acordo de pré-compra benéfico para todo o SNS [Sistema Nacional de Saúde] e em condições justas para todos os espanhóis", acrescentou o porta-voz.

Apesar destas negociações, a Sputnik V ainda não foi aprovada pela Agência Europeia do Medicamento.

Em declarações ao canal de televisão TVE, a candidata do partido de oposição Más Madrid, Mónica Garcia, disse que gostaria que Isabel Diaz Ayuso e o governo regional cumprissem "as regras" e que se apercebessem "que a vacina [Sputnik russo V] não foi aprovada pela Agência Europeia de Medicamento". Além disso, convidou a presidente do governo regional de Madrid a seguir os "canais normais", porque os problemas, na sua opinião, estão nos "centros de saúde", onde os reforços não aumentaram e as pessoas não foram vacinadas "normalmente".

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Em resposta, Ayuso defendeu que "não pode evitar explorar todos os cenários para estar a oferecer respostas aos cidadãos".

"Não seria a primeira ou a quinta vez que o Governo de Madrid estaria à frente do Governo de Espanha (...) Graças ao facto de a Comunidade, e o seu conselheiro, terem estado sempre à frente dos cenários possíveis, fomos capazes de inovar na luta contra o vírus", garantiu a líder do governo regional durante uma visita ao Hospital Universitário 12 de Outubro.

Enrique Ruiz-Escudero, também presente na visita ao hospital, defendeu os esforços realizados.

"A nossa missão é antecipar, explorar todos os cenários possíveis. (...) Como resultado da lentidão na entrega de vacinas, a nossa missão permanente é explorar todas as possibilidades de as trazer. É verdade que não é aprovada, mas com o aval dos nossos técnicos, decidimos explorar essa vacina. É algo que temos o direito e o dever de fazer", concluiu o Conselheiro de Saúde da Comunidade de Madrid.

Até agora na Europa foram aprovadas quatro vacinas contra a covid-19. A da Pfizer/BioNTech, da Moderna, da AstraZeneca e também a da Johnson & Johnson, que entra em circulação este mês. Cerca de 2.8 milhões de pessoas já completaram a vacinação em Espanha, enquanto mais de oito milhões receberam apenas uma dose da vacina, segundo dados das autoridades de saúde do país.

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