Venezuela

Maduro pede ao poder judicial que julgue autoproclamação de Guaidó

Maduro pede ao poder judicial que julgue autoproclamação de Guaidó

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, instou, esta quinta-feira, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) a julgar a autoproclamação de Juan Guaidó como Presidente interino do país.

"Isto já está nas mãos do poder judicial, escapa das minhas funções próprias (...) e digo, que se faça justiça na Venezuela, para que haja paz, que haja democracia, que se respeite o Estado de Direito, mais nada", disse Nicolás Maduro, que falava no Supremo Tribunal de Justiça, durante o ato de abertura do ano judicial.

Na ocasião, Nicolas Maduro salientou ter falado 20 minutos ao telefone com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, que se manifestou "solidário com a Venezuela".

"O Presidente Putin manifestou-me todo o seu apoio, rotundo, à Pátria de Venezuela. Disse-me que contasse com todo o apoio invariável da Rússia e que agora mais que nunca vamos trabalhar em todos os projetos de cooperação para o desenvolvimento da Venezuela", acrescentou.

Durante a sua intervenção Nicolás Maduro acusou o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de dirigir um golpe de Estado contra o seu Governo.

"É o próprio Donald Trump, com a sua loucura de acreditar que é o polícia do mundo, o mandador da América Latina e do mundo", disse.

Nicolás Maduro disse ainda que perante a situação atual a recomendação que recebeu foi "nervos de aço, calma e cordialidade, máxima consciência e todo o mundo a trabalhar, que tudo funcione, com o Governo a proteger o povo".

Sobre a autoproclamação de Juan Guaidó como Presidente interino desvalorizou, frisando que se trata de "um titubeante deputado, muito, mas muito assustado" que "assumiu da maneira informal, vulgar" o cargo de Presidente de um país.

"Querem desmembrar a própria República e a conceção do Estado democrático (...) querem intervir na Venezuela, impondo um Presidente marioneta que se autoproclamou de maneira inconstitucional", vincou.

Segundo Maduro, com o apoio dos EUA, a direita venezuelana pretende um governo paralelo, numa "palhaçada" servil ao que designou de império e assegurou que o seu executivo continua a governar.