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Maduro pede aos venezuelanos para enfrentarem "tempestade" económica

Maduro pede aos venezuelanos para enfrentarem "tempestade" económica

O Presidente da Venezuela pediu na sexta-feira aos venezuelanos que se centrem "nas grandes metas nacionais para o trabalho, a prosperidade e a paz política" de modo a enfrentar uma "tempestade" económica e um ano de 2016 difícil.

"Temos que fixar grandes metas nacionais, para o trabalho, a prosperidade, a paz política dos venezuelanos. Grandes metas que preservem a vida constitucional da nossa nação", disse Nicolás Maduro.

Maduro falava na Assembleia Nacional, em Caracas, durante a prestação anual de contas, perante um parlamento que pela primeira vez em 16 anos é de maioria da oposição ao seu governo.

"2016 não será fácil", disse, questionando os venezuelanos sobre o que querem, se "a paz do país" ou "uma escalada de violência", se um país que "tome um rumo de desenvolvimento crescente" ou que a economia "se afunde e entre numa situação catastrófica".

Segundo Nicolás Maduro, a Venezuela enfrenta "uma verdadeira tempestade", com uma redução de 70 por cento das receitas do país, devido à queda dos preços do petróleo, uma alta inflação, a ausência de um aparelho produtivo, a falta de um espírito nacional de cooperação no setor privado que "está em greve de investimento", e um ataque à moeda nacional, desde os EUA e a Colômbia.

Nicolás Maduro chegou ao parlamento pelas 17:00 horas locais (21:30 horas em Lisboa), onde iniciou o seu discurso chamando a respeitar as forças políticas, instituições, poderes públicos e a não cair "na tentação de uma contrarrevolução".

"Depois de 17 anos de revolução pacífica, democrática, hoje estamos chegando a um parlamento em que, por graça da Constituição, no meio de plenas liberdades, a oposição conquistou uma maioria (parlamentar) que hoje exerce", disse, sublinhando que durante quase duas décadas a oposição tem acusado os socialistas de pretenderem instalar "um regime tirânico, ditatorial, que nega as liberdades".

No entanto, frisou que "na Venezuela, na profundidade do povo, surgiu um líder (Hugo Chávez), um modelo revolucionário que não poderão (os opositores) fazerem desaparecer de nenhuma maneira, nem com uma intervenção imperial (estrangeira)".

Por outro lado, propôs a criação de uma "comissão" para investigar a violência ocorrida em 2014 na Venezuela, defendendo que se devem castigar os responsáveis e colocando em contraponto o projeto de lei de amnistia que a maioria parlamentar opositora prevê aprovar proximamente.

"Proponho que estabeleçamos uma comissão nacional de justiça, verdade e paz paritária, que seja presidida por um venezuelano de confiança pública e que estabeleça as bases legais, jurídicas, para estabelecer um processo de paz e que não se imponha a visão de perdão dos vitimários a eles mesmos", concluiu.

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