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Mãe de empregado vítima do "Costa Concordia" tem filha no "Costa Allegra"

Mãe de empregado vítima do "Costa Concordia" tem filha no "Costa Allegra"

Jayne Thomas apanhou o susto da vida com o desastre "Costa Concordia", no qual trabalhava o filho. Um mês mais tarde, a britânica ficou novamente em sobressalto ao saber do incêndio a bordo do "Costa Allegra", onde a filha trabalha como bailarina.

A britânica Jayne Thomas ainda não teve notícias da filha Rebecca, desde que soube do incêndio a bordo do "Costa Allegra". Agora que o navio está a ser rebocado, sente-se mais calma, mas nunca pensou passar novamente pela mesma aflição, depois da que viveu semanas atrás com a tragédia do "Costa Concordia".

O filho, de 19 anos, trabalhava no navio e seguia a bordo na altura do desastre. "Nunca pensei que uma coisas destas voltasse a acontecer, agora com a minha filha", disse, numa conversa com a BBC.

"Pensei que não voltaria a passar pela mesma experiência. Pensei mesmo que o desastre não podia acontecer duas vezes", contou. "De todos os navios que navegam no oceano, os dois que tiveram dificuldades nas últimas semanas levavam os meus dois filhos".

Jayne Thomas tentou enviar um mail à filha, mas não conseguiu devido ao corte de energia a bordo do "Costa Allegra". "Não temos nenhuma informação além da que vamos sabendo pela televisão e pela Imprensa", lamentou. "Nada mais poderemos fazer além de esperar", acrescentou.

Apesar do filho James recuperar ainda do trauma sofrido no naufrágio do "Costa Concordia" no Mediterrâneo, em janeiro, Jayne diz não ter qualquer ressentimento em relação à companhia "Costa Cruises", proprietária dos dois navios.

"Julgo que é uma partida do destino terem dois barcos envolvidos em dois acidentes graves", disse a mãe de James, o jovem de 19 anos que desde o acidente do "Costa Concordia", no qual morreram 32 pessoas, não quis voltar a trabalhar em navios de cruzeiro.

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"Fisicamente, está bem", garantiu, contando que o filho teve já várias propostas para voltar ao trabalho, mas que recusou todas. "Não se sente preparado para voltar a um navio", explicou Jayne Thomas, que espera agora que Rebecca volte rapidamente a casa.

"Felizmente, voará para casa muito em breve e saberemos o que passou", disse.

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