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Mãe de jornalista violada teve "sexo brutal" com Strauss-Kahn

Mãe de jornalista violada teve "sexo brutal" com Strauss-Kahn

A mãe da jornalista francesa que pretende apresentar queixa contra Dominique Strauss-Kahn por agressão sexual revelou ter tido um encontro com o ex-director do FMI em que praticaram "sexo consensual brutal", três anos antes de ele ter alegadamente tentado violar a sua filha.

Anne Mansouret, interrogada por investigadores na semana passada, afirmou à revista francesa L"Express que manteve o silêncio sobre a sua experiência até 2003, altura em que a sua filha, a jornalista Tristane Banon, afirmou que Strauss-Kahn terá tentado violá-la num apartamento, em Paris, durante uma entrevista.

O encontro entre Mansouret e Strauss-Kahn terá acontecido em 2000, num escritório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Não voltou a repetir-se porque ela diz ter recusado.

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Em 2003, Mansouret, conselheira regional socialista, terá aconselhado Banon a apresentar queixa na polícia e confiou o segredo a uma amiga, Brigitte Guillemette, ex-mulher de Strauss-Kahn. Esta terá confrontado o ex-marido com o sucedido, que lhe terá dito: "Não sei o que me passou pela cabeça. Já tinha dormido com a mãe... queimei um fusível quando vi a filha."

Contactado pela L"Express, Guillemette, que é madrinha da queixosa, garante, no entanto, que esta conversa nunca existiu.

Mansouret afirmou ainda que, mais tarde, quando reencontrou Strauss-Kahn num bar, ele pediu desculpa pelo comportamento e garantiu que não tinha intenção de magoar a filha dela.

No entanto, acrescentou, ele pareceu tranquilo relativamente à possibilidade de enfrentar uma queixa por violação, dando a entender que a mesma seria arquivada, até porque poderia sempre alegar tratar-se de uma vingança.

Strauss-Kahn chegou mesmo a afirmar que o episódio relatado por Tristane num programa de televisão em 2007 e numa entrevista ao "site" da Internet "AgoraVox" em 2008, era "imaginário" e os seus advogados apresentaram queixa da jovem por "denúncia caluniosa".

Politicamente mais relevante, é o facto de Mansouret ter assegurado que também revelou o segredo a François Hollande, um dos candidatos socialistas às eleições presidenciais do próximo ano, depois de Strauss-Kahn, devido ao escândalo, ter sido considerado carta fora do baralho. Hollande também deverá ser ouvido pela polícia.

Strauss-Kahn está em liberdade sob fiança nos EUA desde 1 de Julho, mas continua a enfrentar a acusação de ter violado uma empregada de hotel, em Nova Iorque.

Mas os seus advogados acreditam que as provas contra ele estão descredibilizadas. Strauss-Kahn confessou à mulher que era impossível ter violado a empregada, porque naquela noite manteve relações sexuais com três mulheres.

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