França

Mãe de Maëlys, menina portuguesa desaparecida, publica vídeo emocionante no Facebook

Mãe de Maëlys, menina portuguesa desaparecida, publica vídeo emocionante no Facebook

Passados três meses sobre o desaparecimento de Maëlys - a filha de pai português que terá sido raptada durante uma festa de casamento, em França -, a mãe da criança de 9 anos publicou um emocionado vídeo no Facebook com várias fotografias da menina, no qual garante estar a lutar.

Com uma música em pano de fundo, são dezenas de fotografias de Maëlys Araújo, que a mãe juntou num vídeo, publicado esta quarta-feira na sua conta particular de Facebook, onde escreveu: "três meses sem ti, são insuportáveis. A tua batalha é a nossa batalha. Estaremos sempre aqui para ti".

Também a letra da música foi escolhida a dedo: "Se estivesse aí... será que me ouves... será que me vês..." pode-se ouvir durante o vídeo que contém algumas mensagens de esperança, apesar de terem passados três meses sobre o desaparecimento.

Ainda ninguém sabe o que aconteceu na fatídica madrugada de 27 de agosto. A Polícia está sem pistas.
Nordhal Lelandais, de 34 anos, é considerado o principal suspeito do rapto e atualmente está em prisão preventiva. Mas continua a negar categoricamente qualquer ligação ao desaparecimento.

Maëlys entrou naquela noite no carro de Lelandais, um dado comprovado pelo facto de ter sido encontrado ADN seu no tablier do Audi do antigo militar, que começou por negar a presença da criança no veículo.

O suspeito, que até ser detido nunca tinha declarado às autoridades ter contactado com a criança, ausentou-se três vezes da festa de casamento. Justificou as saídas assegurando ter ido buscar droga para alguns convidados.

Outro facto que levou as autoridades a suspeitar do indivíduo foi a confirmação de que o homem lavou, na manhã seguinte, a mala e o interior do carro com um produto químico normalmente utilizado para limpar jantes. Lelandais declarou ter limpo o Audi a fundo com o intuito de vendê-lo.

O arguido já pediu formalmente a anulação dos seus primeiros interrogatórios, nos quais se contradisse e que levaram os investigadores a apontá-lo como suspeito número um.

Os depoimentos não terão sido gravados com câmara de filmar, o que é obrigatório em França. O advogado do suspeito pediu, por isso, que o tribunal considerasse como nulos os interrogatórios, o que poderá levar à libertação de Lelandais. A decisão deve ser conhecida esta quinta-feira.