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Maior arranha-céus da Europa foi inaugurado em Londres

Maior arranha-céus da Europa foi inaugurado em Londres

O "The Shard", uma controversa e gigantesca estrutura de metal e vidro com 310 metros de altura, o maior arranha-céus da Europa, foi inaugurado, esta quinta-feira, em Londres, que recebe dentro de três semanas os Jogos Olímpicos 2012.

A inauguração da nova estrela da paisagem londrina, projetada pelo arquiteto italiano Renzo Pian, decorreu pelas 15 horas locais, e contou com a presença o primeiro-ministro do Qatar, Hamad bin Jassim al-Thani, em representação do país que financiou o projeto, e o príncipe Andrew, um dos filhos da rainha Isabel II.

Doze anos após o lançamento do projeto, a cerimónia assinala a conclusão da parte exterior do arranha-céus, com os trabalhos no interior a prolongarem-se até 2013.

O "The Shard" torna-se no edifício mais alto da Europa, mas ainda muito longe Burj Khalifa no Dubai, a torre mais alta do mundo e que atinge 828 metros.

Com uma silhueta a sugerir uma lasca de vidro, imagem de onde deriva o nome em inglês, 95 andares e um miradouro que permite uma vista panorâmica de 360 graus aos visitantes, o "The Shard" promete tornar-se numa das principais atrações turísticas de Londres, que se prepara para receber dois milhões de pessoas durante os Jogos Olímpicos.

Construído na margem sul do Tamisa, onde diversos projetos reconverteram totalmente as margens do rio, o arranha-céus foi definido pelo seu arquiteto como "uma pequena cidade vertical" de 12 mil pessoas, com um hotel de cinco estrelas, restaurantes de luxo e 600 mil metros quadrados de escritórios e espaços comerciais.

Para habitar um dos poucos apartamentos disponíveis (uma dezena), situados entre o 53.º e o 65.º pisos, será necessário desembolsar até 50 milhões de libras (62 milhões de euros), de acordo com os números que circulam nos media britânicos.

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O arranha-céus abre as portas aos turistas em fevereiro de 2013 e na internet já estão inscritas 17500 pessoas para visitar a torre, cujas fachadas de vidro refletem o caprichoso céu londrino.

O projeto, avaliado em 450 milhões de libras (560 milhões de euros), foi financiado em 95% pelo Qatar e não escapou a críticas.

Enquanto os seus apologistas - com destaque para o antigo presidente da câmara da capital Ken Livingston, que lançou o projeto -- consideram que o "The Shard" "vai definir Londres", os defensores do património, caso da associação English Heritage, consideram que o edifício "foi construído no local errado" e bloqueia a vista da catedral de São Paulo ou do Parlamento.

A própria UNESCO não prescindiu em emitir um parecer, ao considerar que o "The Shard" interfere com a "integridade visual" da Torre de Londres, incluída no seu património mundial.

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