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O caso "copos e mulheres": PPE pede cabeça de Dijsselbloem

O caso "copos e mulheres": PPE pede cabeça de Dijsselbloem

Uma maioria de eurodeputados do grupo do Partido Popular Europeu no Parlamento Europeu subscreveu uma carta ao líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, pedindo-lhe que se demita.

A iniciativa da carta, exigindo ao presidente do fórum dos ministros das Finanças da zona euro que se demita do cargo, partiu de um dos vice-presidentes do grupo PPE, o eurodeputado espanhol Esteban Gonzalez Pons, segundo um comunicado.

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"Muitos de nós não nos sentimos representados por si desde que tivemos conhecimento das suas afirmações. É por isso que, respeitosamente, lhe pedimos que se desculpe e que se demita do cargo", salientam os signatários, incluindo o presidente Manfred Weber e os seis eurodeputados eleitos pelo PSD.

"Atacar um certo grupo de países, como o fez, é atacar cada um dos países da União Europeia. Atacar mulher com expressões humilhantes, comparando-as a objetos, é atacar toda a gente, homens e mulheres. Sem distinção", consideram os signatários.

Os eurodeputados lembram ainda que logo após as declarações polémicas, "teve a oportunidade de as retificar no Parlamento Europeu, mas evitou fazê-lo. Pelo contrário, em vez de pedir desculpa, disse que o problema é que não entendemos o estilo direto de discurso característico da cultura Calvinista. Na nossa opinião, a cultura Calvinista nada tem a ver com o desprezo por outras pessoas".

O eurodeputado Paulo Rangel que também é vice-presidente do grupo PPE, salientou, em comunicado, que "perante a gravidade das declarações de caráter ofensivo e discriminatório não pode haver contemplações".

Numa entrevista publicada num jornal alemão, o membro do Partido Trabalhista holandês afirmou que "não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda", referindo-se aos países do sul da Europa, que foram alvo de auxílio externo.

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