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Maioria dos espanhóis apoia a monarquia, realçou Rajoy

Maioria dos espanhóis apoia a monarquia, realçou Rajoy

A monarquia espanhola tem um apoio "muito maioritário" da sociedade e o futuro rei, Felipe VI, "tem grande apoio popular", e quem pretender alterar o sistema político tem que "respeitar o império da lei", afirmou, esta terça-feira, Mariano Rajoy.

O presidente do Governo foi questionado, esta terça-feira, sobre o processo de sucessão na coroa espanhola, depois da abdicação de Juan Carlos, e sobre o debate relativo ao futuro da monarquia, no encontro Spain Summit promovido pela revista The Economist, em Madrid.

Rajoy disse que a decisão de Juan Carlos "não foi nada improvisada" e foi "muito meditada e pensada, durante muto tempo", já que o monarca considera "que estava (no cargo) há muitos anos e que talvez devesse abdicar".

"A monarquia tem um apoio muito maioritário", disse.

"O príncipe tem um grande apoio popular e é uma pessoa que conhece muito bem a realidade espanhola e o mundo. Estamos absolutamente convencidos de que desempenhará o seu papel, pelo menos com o mesmo acerto do rei", considerou.

Sobre os que questionam o modelo de Estado, Rajoy recordou que a Constituição espanhola, aprovada "por uma ampla maioria", estabelece a monarquia parlamentar.

"Espanha é uma democracia. A lei é muito importante. Agora vemos que há quem peça um referendo, que se mude a constituição", disse.

"Todos os que queiram mudar as regras de jogo podem fazê-lo, mas têm que usar os instrumentos existentes na legislação. Coloquem nas cortes uma reforma da Constituição. O que não se pode é saltar a lei", sublinhou.

Mariano Rajoy preside, esta terça-feira, a uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros que terá como único ponto na agenda a aprovação da lei orgânica que fixará o procedimento a seguir para a sucessão, na sequência do anúncio da abdicação de Juan Carlos.

A tramitação institucional até à proclamação de Felipe VI como próximo rei de Espanha, sucedendo ao seu pai Juan Carlos, que abdicou segunda-feira, poderá demorar entre três e seis semanas segundo cálculos da Casa Real.

Aquele prazo é o que decorrerá entre a aprovação, no Conselho de Ministros desta terça-feira, da lei orgânica que permitirá formalizar a abdicação e a posterior promulgação e formalização da decisão anunciada.

Depois de aprovada pelo Governo, a lei será remetida ao Congresso de Deputados cuja Mesa - órgão de governo da câmara baixa - se reunirá, previsivelmente durante a tarde desta terça-feira, para debater a lei orgânica, abrindo depois prazos para que os grupos parlamentares apresentem emendas, após o que a lei subirá ao plenário do Parlamento onde terá de ser aprovada por maioria absoluta dos deputados.

A lei passará depois para o Senado, a câmara alta do Parlamento, onde se seguirá o mesmo procedimento.

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