Covid-19

Mais de 10 países suspenderam vacina da AstraZeneca "por precaução"

Mais de 10 países suspenderam vacina da AstraZeneca "por precaução"

Mais de uma dezena de países suspenderam o uso da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 por precaução após relatos de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas.

O grupo farmacêutico anglo-sueco garantiu não haver "qualquer prova da existência de um risco aumentado" de se verificarem coágulos sanguíneos causados pela sua vacina e a Organização Mundial da Saúde (OMS) sublinhou que "não há razão para não usar essa vacina", mas vários países decidiram "jogar pelo seguro".

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) afirmou logo na quinta-feira que não existem provas de um aumento de risco de coagulação sanguínea em pessoas vacinadas contra a covid-19. E em Portugal, a Direção-Geral de Saúde e o Infarmed esclareceram que a vacina da AstraZeneca pode continuar a ser administrada e frisaram que não há evidência de ligação com os casos tromboembólicos registados noutros países.

Suspensão após coágulos sanguíneos

A Dinamarca foi o primeiro país a suspender a vacina da AstraZeneca - na quinta-feira passada - "após relatos de casos graves de formação de coágulos sanguíneos em pessoas que foram vacinadas com a vacina covid-19 da AstraZeneca".

A decisão foi rapidamente seguida pela Islândia.

A Noruega também suspendeu a administração da vacina na quinta-feira, também por precaução, depois de vários casos de hemorragia sanguínea em adultos vacinados terem sido relatados no país, embora sem ligação comprovada.

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Além disso, as autoridades de saúde norueguesas expressaram preocupação no sábado sobre casos de hemorragias cutâneas em pessoas relativamente jovens que receberam uma dose da vacina AstraZeneca.

Embora não tenha sido estabelecida uma ligação causa-efeito com a vacina, a situação "é séria e pode ser um sinal de uma diminuição no número de plaquetas", alertou o Instituto Norueguês de Saúde Pública.

Na esteira dos países nórdicos

A Bulgária anunciou na sexta-feira a suspensão "por precaução" da administração da vacina AstraZeneca, após as decisões tomadas pelos três países nórdicos e enquanto está em curso uma investigação na sequência da morte de uma mulher vacinada.

No entanto, segundo o ministro da Saúde, "não foi estabelecida nenhuma ligação" com a vacinação dada na véspera da morte da mulher, que apresentava excesso de peso e tinha passado por várias operações de revascularização do miocárdio.

No domingo, a Irlanda e os Países Baixos também suspenderam o uso da vacina, mais uma vez por precaução, após os casos de registados na Dinamarca e na Noruega.

Em França, os bombeiros de Bouches-du-Rhône (sul do país) anunciaram hoje ter suspendido a vacinação com o medicamento da AstraZeneca, "como medida de precaução", depois de um bombeiro ter sido internado com arritmia cardíaca após receber a primeira dose da vacina.

Suspensão de lotes

A Áustria anunciou, a 8 de março, que ia suspender o uso de um lote da vacina AstraZeneca (ABV5300) depois de uma enfermeira de 49 anos ter morrido com "sérios problemas de coagulação do sangue", poucos dias após a sua vacinação.

Outros quatro países europeus -- a Estónia, a Letónia, a Lituânia e o Luxemburgo - também suspenderam o uso das vacinas desse lote, que continha um milhão de doses, enviado para 17 países europeus.

A Itália proibiu na quinta-feira o uso de outro lote, o ABV2856, como precaução contra as hemorragias e a Roménia suspendeu a administração de doses do mesmo lote logo a seguir.

A região italiana do Piemonte (noroeste da Itália) suspendeu a vacina da AstraZeneca no domingo após a morte de um professor que tinha sido vacinado, excluindo, por precaução, o lote ABV5811.

Campanha de vacinação adiada

A Tailândia e a República Democrática do Congo (RDC) atrasaram o início das suas campanhas de vacinação com a vacina AstraZeneca, que estava programado para sexta-feira e hoje, respetivamente.

A Indonésia vai adiar o lançamento da campanha de vacinação com a AstraZeneca enquanto aguarda uma decisão da Organização Mundial de Saúde, anunciou hoje o ministro da Saúde, alegando querer estar no lado seguro" da situação.

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