Reino Unido

Mais de 200 livros históricos roubados em Londres em 2017 recuperados

Mais de 200 livros históricos roubados em Londres em 2017 recuperados

Mais de 200 livros históricos com valor superior a 2,7 milhões de euros, que tinham sido roubados em 2017, foram devolvidos aos seus proprietários, numa operação conjunta com as autoridades romenas, anunciou esta terça-feira a polícia do Reino Unido.

Os manuscritos antigos tinham sido roubados durante um assalto, em janeiro de 2017, a um armazém em Feltham (oeste de Londres).

Os livros, que incluem obras do século XVII do astrónomo italiano Galileu e do inglês Isaac Newton, bem como do pintor espanhol do século XVIII Francisco Goya, foram todos recuperados, com exceção de quatro.

Ao todo, os bens roubados estão avaliados em mais de 2,5 milhões de libras (cerca de 2,7 milhões de euros) e são considerados de importância internacional e insubstituíveis.

Em setembro passado, a agência de coordenação judicial Eurojust revelou que os livros históricos roubados tinham sido encontrados enterrados no condado romeno de Neamt.

Detetives da polícia criminal britânica viajaram para Bucareste, na Roménia, no mês passado, para fazerem a identificação formal dos livros.

Encontraram-se com quatro das cinco vítimas, juntamente com agentes da polícia romena, da Direção de Investigação do Crime Organizado e Terrorismo (DIICOT), na Biblioteca Nacional da Roménia.

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A identificação foi conduzida por peritos da biblioteca, que também ajudaram no armazenamento dos livros e foram parte integrante da sua segura recuperação e devolução aos proprietários.

Oitenta e três dos livros recuperados sofreram danos, alguns ligeiros outros graves, essencialmente causados por água e bolor, devido à forma como foram escondidos no subsolo.

Algumas das obras apresentavam também as lombadas partidas, o que se acredita dever-se aos maus métodos de transporte.

Vinte e oito livros foram avaliados como tendo sofrido danos substanciais e dois foram tão severamente danificados que inicialmente foram considerados não reparáveis.

Os quatro livros roubados não recuperados são um manuscrito iluminado em pergaminho, da autoria de Attavante Degli Attavanti, publicado no norte de Itália em 1480, e avaliado em cerca de 24 mil libras; um álbum de fotografias tiradas na China, intitulado "Vues Du Honan", publicado em 1920, no valor de cerca de 1.500 libras; uma coleção de borboletas prensadas, avaliadas em perto de 4.000 libras; e a obra "La Saggia Pazzia", de Antonio Maria Spelta, publicado entre 1606 e 1607, avaliada em 1.500 libras.

A investigação foi conduzida a partir de Haia pelas agências europeias de coordenação judiciária Eurojust e Europol, e contou com a cooperação das autoridades judiciais e policiais do Reino Unido, da Itália e da Roménia.

Há mais de três anos que os agentes da Polícia Nacional Romena trabalham em conjunto com agentes da DIICOT e dos Carabinieri italianos para a Proteção do Património Cultural, apoiados pela Europol e Eurojust, numa operação internacional para recuperar os livros e levar os infratores à justiça.

Os livros foram transportados para a Roménia por um grupo de crime organizado, todos cidadãos romenos. Os homens, doze no total, foram presos no Kingston Crown Court no início de outubro pela comissão de assaltos a instalações comerciais em todo o Reino Unido.

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