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Português entre os 41 mortos após fogo numa prisão na Indonésia

Português entre os 41 mortos após fogo numa prisão na Indonésia

Pelo menos 41 reclusos morreram e 80 ficaram feridos num incêndio num dos módulos da superlotada prisão de Tangerang, nos arredores de Jacarta. Entre as vítimas há reclusos estrangeiros, nomeadamente de Portugal e África do Sul.

Um cidadão português morreu no incêndio que deflagrou na prisão de Tangerang, onde estava há dez anos a cumprir pena por tráfico de droga. Segundo a secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, em declarações à TVI, "havia contacto regular" dos serviços consulares da embaixada com o detido, "o último há cerca de uma semana". Não há mais nenhum cidadão português detido em Tangerang, acrescentou a governante.

O incêndio foi extinto em cerca de duas horas e centenas de polícias e soldados foram destacados em redor da prisão para impedir a fuga dos presos, disse o chefe da polícia de Jacarta, Fadil Imran.

"A situação está agora sob controlo", disse Fadil Imran, confirmando que pelo menos 41 reclusos morreram e 80 foram hospitalizados, oito deles com queimaduras graves.

Além do cidadão português também morreu um recluso natural da África do Sul. O ministro com a tutela da Justiça e Direitos Humanos, Yasonna Laoly, anunciou em conferência de imprensa que as embaixadas dos respetivos países foram informadas. "O fogo espalhou-se rapidamente e não houve tempo suficiente para abrir algumas celas", explicou.

O incêndio deflagrou nas primeiras horas da manhã no bloco C da prisão, onde se encontram condenados por dependência e tráfico de drogas e onde estavam pelo menos 122 pessoas encarceradas em 19 celas, disseram funcionários prisionais. O bloco tem capacidade para 40 detidos.

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As autoridades ainda estão a investigar a causa, mas a investigação preliminar apontou para um curto-circuito numa das celas do bloco, revelou o chefe da polícia de Jacarta. As instalações elétricas da prisão de Tangerang, construída em 1972, não são modernizadas há mais de 40 anos.

Os cadáveres das vítimas foram enviados para um hospital no leste de Jacarta, onde serão identificados. Testes de DNA serão necessários para algumas vítimas, lembrou o ministro da Justiça.

Os oito feridos graves foram transportados para hospitais na cidade de Tangerang e aqueles com ferimentos mais leves foram levados para uma clínica próxima do estabelecimento prisional.

Havia 15 guardas prisionais de serviço. De acordo com os últimos dados oficiais divulgados pelo governo, mais de dois mil presos estão na prisão de Tangerang, construída para albergar 600 reclusos.

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