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Mais de 440 mil precisam de ajuda humanitária na Síria

Mais de 440 mil precisam de ajuda humanitária na Síria

O número de civis incapazes de se movimentar, por causa da guerra na Síria, mais do que duplicou, ao passar de 212 mil para 440 mil.

Perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, a dirigente da ONU para as operações humanitárias, Valerie Amos, disse que as organizações humanitárias não conseguem alcançar estas pessoas.

Há 228 mil pessoas cercadas pelo grupo Estado Islâmico "nos bairros de Deir Ezzor (no leste da Síria) controlados pelo governo", acrescentou.

No resto do país, existem outras 185500 pessoas cercadas por forças governamentais com as outras sitiadas por grupos armados.

"Esta situação não pode durar", afirmou Amos. "A autoridade deste Conselho foi afetada porque as pessoas estão cada vez mais desamparadas", avançou.

"O tempo urge, há cada vez mais pessoas que vão morrer" se as organizações humanitárias não as conseguirem socorrer.

Amos disse também que "receia que os civis sejam apanhados numa armadilha, em Idleb", se os combates continuarem nesta cidade importante do noroeste da Síria.

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Violentos combates têm oposto em Idleb o ramo sírio da al-Qaeda e as forças do regime de Damasco. Esta cidade é a capital da província homónima, fronteiriça com a Turquia e controlada na sua maioria pela Frente Al-Nusra, ramo da al-Qaeda na Síria.

Amos descreveu um quadro muito sombrio da situação neste país do Médio Oriente: a esperança de vida baixou 20 anos desde o início do conflito, dois terços da população vivem em pobreza extrema e dois milhões de crianças estão sem escola.

A ONU quantifica o número de mortos na guerra em 220 mil e o dos que precisam de assistência humanitária em 12,2 milhões de pessoas,

Cerca de 7,6 milhões estão deslocados no interior do país e mais de 3,9 milhões refugiados nos países vizinhos e no Magrebe.

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