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Mais de 500 migrantes em navios de resgate no Mediterrâneo à espera para desembarcar

Mais de 500 migrantes em navios de resgate no Mediterrâneo à espera para desembarcar

Mais de 500 migrantes estão a bordo de navios de resgate de organizações humanitárias no Mediterrâneo à espera de um porto de desembarque, levantando novamente a oposição de Itália e as fricções na Europa sobre o tema.

O navio Geo Barents, gerido pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), tem a bordo 254 pessoas, depois de ter ajudado, na terça-feira, um barco com 90 migrantes, dos quais mais de 30 eram menores, ao largo da costa da Líbia.

Por seu lado, o Humanity 1, da SOS Humanity, também soma mais de 250 migrantes a bordo, enquanto o navio Louise Michel, ligado à organização não-governamental com o mesmo nome, noticiou hoje, nas redes sociais, ter resgatado 33 pessoas que estavam à deriva num barco de madeira em condições precárias.

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A rota migratória do Mediterrâneo Central, uma das mais mortais, sai da Líbia, Argélia e da Tunísia em direção à Europa, nomeadamente Itália e Malta.

O novo Governo de extrema-direita de Itália já disse, no entanto, não querer receber mais migrantes resgatados no mar, num ano em que já acumula cerca de 95 mil, segundo dados do Ministério do Interior.

O Governo liderado por Geórgia Meloni acusa as organizações humanitárias de resgate de incentivar a migração irregular, embora as organizações afirmem que, sem elas, centenas de pessoas se afogariam no Mediterrâneo.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que mais de 1.960 morreram só neste ano na rota que liga com a Itália.

A questão foi alvo, há cerca de duas semanas, de uma reunião dos ministros do Interior dos 27 Estados-membros da União Europeia, na sequência de um incidente entre Itália e França a propósito de um navio de resgate.

Itália recusou-se a acolher o navio humanitário Ocean Viking da organização não-governamental SOS Méditerranée, que tinha a bordo mais de 200 migrantes resgatados no Mediterrâneo a bordo, acabando por desencadear uma crise diplomática entre Paris e Roma, com as autoridades francesas a reclamarem "iniciativas europeias" para "um melhor controlo das fronteiras externas [da UE] e mecanismos de solidariedade".

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