Líbano

Mais de metade dos hospitais de Beirute "fora de serviço"

Mais de metade dos hospitais de Beirute "fora de serviço"

Mais de metade dos hospitais de Beirute, entre eles os três mais importantes, estão "fora de serviço", indicou esta quarta-feira Richard Brennan, diretor regional do Departamento de Urgências da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Oito dias após as devastadoras e mortíferas explosões de 4 deste mês, Brennan sublinhou que a OMS procedeu a uma avaliação ao estado de 55 clínicas e centros de saúde em Beirute e concluiu que mais de metade não tem condições de assistência médica.

"Sabemos que um pouco mais de metade dos estabelecimentos de saúde estão fora de serviço", declarou o responsável da OMS, que falava numa conferência de imprensa no Cairo, acrescentando que três dos principais hospitais da capital do Líbano estão inativos e que outros tantos funcionam com uma capacidade reduzida.

A 4 deste mês, a explosão de 2750 toneladas de nitrato de amónio armazenadas há seis anos no porto de Beirute arrasou vários bairros da capital e provocou 171 mortes e mais de seis mil feridos, deixando ainda mais de 300 mil pessoas sem casa e várias dezenas de desaparecidos.

Em dia de balanços, hoje, em Beirute, numa conferência de imprensa, Abbas Mortada, ministro da Cultura em funções no Líbano - o Governo apresentou segunda-feira a demissão -, indicou que as explosões afetaram 601 edifícios históricos da capital do Líbano, dos quais 70 estão em risco de ruir, pelo que irão ser alvo de uma reabilitação "urgente".

Mortada frisou que os edifícios em causa "não podem ser vendidos" para evitar abusos nos bairros afetados do centro de Beirute, havendo já uma instrução do Ministério das Finanças libanês nesse sentido, pois aprovou uma resolução que proíbe as transações.

Segundo a Agência Nacional de Notícias (ANN, estatal) libanesa, a resolução visa "evitar que se explore a atual situação" nas zonas afetadas pelas explosões em Beirute e arredores.

"Queremos dizer aos donos destes edifícios que queremos preservar a história que representam e que, nas próximas semanas, daremos início às obras de reabilitação [...] e que não iremos tolerar que alguém queira comprá-los para os destruir e construir outros edifícios novos no coração de Beirute", declarou Mortada.

Segundo o ministro da Cultura libanês em funções, também não será permitida a venda dos imóveis sem a autorização do próprio ministério, para se evitar a "especulação" imobiliária e para proteger "o caráter histórico, demográfico e urbanístico" das áreas afetadas.

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