Egito

Mais duas demissões no Egito

Mais duas demissões no Egito

Os porta-vozes da Presidência e do Governo egípcios apresentaram a demissão, numa altura em que o Egito é abalado por uma forte vaga de contestação contra o presidente Mohamed Morsi e pela renúncia de vários ministros.

O porta-voz da Presidência egípcia Ehab Fahmi - que tinha sido destacado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros - decidiu deixar o cargo, indicou um responsável daquele ministério, em declarações à agência francesa AFP.

De acordo com a agência estatal egípcia Mena, o porta-voz do executivo egípcio Alaa al-Hadidi também apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro Hicham Qandil.

A agência espanhola EFE, citando fontes oficiais, avançou entretanto que o chefe de Estado egípcio reuniu-se de urgência com Hicham Qandil e com a respetiva equipa governamental, à exceção dos ministros da Defesa e do Interior.

Durante o encontro, segundo a comunicação social egípcia, terá sido debatida a eventual demissão em bloco do Governo egípcio, uma informação que não foi confirmada.

Num comunicado, o Governo egípcio explicou que, previamente, o Conselho de Ministros "autorizou Hicham Qandil a apresentar recomendações ao Presidente para acabar com a crise dentro da legitimidade constitucional".

Durante a reunião do Conselho de Ministros, Qandil manifestou o seu pesar pela morte de civis durante as recentes manifestações e insistiu que "é preciso proteger a revolução de 25 de janeiro [que derrubou o regime de Hosni Mubarak] e as vidas dos cidadãos".

"O Governo compromete-se a assumir as suas responsabilidades perante todos os cidadãos, sem distinção, nestas circunstâncias difíceis e críticas, segundo os interesses supremos da pátria", afirmou Qandil, citado pela agência Mena.

O chefe do Governo egípcio indicou ainda que não tomou qualquer decisão sobre os ministros que apresentaram demissão. O último a renunciar ao cargo foi o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohamed Kamel Amr.

Por outro lado, o porta-voz da Frente de Salvação Nacional (o maior grupo da oposição egípcia), Jaled Daud, divulgou um comunicado, a título pessoal, no qual considerou que este movimento não irá apoiar um golpe militar liderado pelo exército egípcio.

Jaled Daud, que frisou que estas reflexões expressavam a sua opinião e não a posição oficial da Frente de Salvação Nacional, assegurou que a oposição egípcia confia na promessa do exército de que não irá participar no "jogo político" ou no governo do país.

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