Tensão

Mais Internet e menos bombas. Hackers iranianos atacam site federal dos EUA

Mais Internet e menos bombas. Hackers iranianos atacam site federal dos EUA

Um grupo de hackers, alegadamente do Irão, terá acedido a um site governamental dos Estados Unidos. Trata-se do "Federal Depository Library Program" que disponibiliza publicações e conteúdos do governo federal dos Estados Unidos.

A morte do general da força de elite iraniana Qassem Suleimani, pelos Estados Unidos da América, continua a dar que falar um pouco por todo o mundo. Contudo, são mesmo os dois países (diretamente envolvidos) que lideram as promessas de vingança e de retaliação entre si após o ataque aéreo ordenado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

O resto do mundo continua à espera. Uns como Portugal, França e Arábia Saudita apelam à calma, outros escolhem um lado da barricada como o Iraque e a Síria.

Nas últimas horas, a escalada de tensão teve mais um episódio, com um ataque por hackers que se dizem iranianos ao site do "Federal Depository Library Program", uma plataforma pública que disponibiliza documentos e publicações de órgãos governamentais, como o Congresso ou os tribunais federais. A página foi substituída por imagens de propaganda e foi assinada por "Hackers Iranianos".

Nas imagens publicadas, surgia o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, e a bandeira do país. No entanto, uma das mensagens mais fortes foi mesmo uma montagem de Donald Trump, com a boca ensanguentada, a levar um soco. "Isto é apenas uma parte pequena da capacidade de 'hackear' do Irão", escreveram no site.

"Com a sua partida [Qassem Suleimani] e com o poder de Deus, o seu trabalho e caminho não vão terminar e uma vingança severa espera os criminosos que mancharam o sangue dele e de outros mártires com as suas mãos sujas", acrescentaram na mensagem de retaliação.

Vingança começa na Internet e não nas bombas

O site "Politico" avança que a retaliação do Irão pode afinal fazer-se na área da pirataria online e não nos ataques com bombas. O site especializado em cobrir política norte-americana esclarece que os ataques informáticos do Irão tornaram-se mais agressivos e também mais perigosos, segundo vários especialistas.

Nos últimos anos, os iranianos foram acusados de interferir em vários servidores de bancos norte-americanos, um casino de Las Vegas e até uma empresa estatal de petróleo da Arábia Saudita. A guerra que acontece na Internet poderá tornar-se tão séria que há inclusive o risco de a energia elétrica de alguns países poder desligar-se.

As cerimónias fúnebres do general iraniano começaram no sábado e o funeral realiza-se este domingo. O Parlamento do Iraque, país onde foi morto Qassem Suleimani, já instou o governo a retirar as tropas norte-americanas do país. Mais de cinco mil militares dos EUA estão em bases iraquianas desde 2014 para combater o Estado Islâmico.

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