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Malala, o Nobel da Paz mais jovem de sempre, casou-se no Reino Unido

Malala, o Nobel da Paz mais jovem de sempre, casou-se no Reino Unido

A ativista paquistanesa que ganhou o Nobel da Paz após sobreviver a um ataque dos talibãs, Malala Yousafzai, casou-se numa cerimónia islâmica em Birmingham, Reino Unido.

O anúncio foi feito pela jovem de 24 anos no Twitter. "Hoje marca um preciso dia na minha vida. Asser e eu casámo-nos para sermos parceiros para o resto da vida. Estamos entusiasmados por caminharmos juntos para a jornada que temos pela frente", escreveu, acrescentando que o casamento foi uma "pequena cerimónia nikkah com a família".

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Embora não seja um contrato legalmente vinculativo, a cerimónia nikkah, no qual os noivos devem consentir pela sua própria vontade, é o primeiro passo para um casamento islâmico. Frequentemente, é realizada uma cerimónia separada em particular, mas a ativista não indicou se o casal teve essa cerimónia civil.

No passado, Malala já tinha expressado as suas dúvidas sobre o casamento. Numa entrevista à revista Vogue, em julho, a ativista disse não entender porque é que as pessoas sentem necessidade de se casar. "Se quer ter uma pessoa na sua vida, porque é que se tem de assinar papéis? Porque é que não pode ser apenas uma parceria?", disse. "A minha mãe diz: «Não te atrevas a dizer nada disso! Tens de casar, o casamento é lindo»".

De baleada pelos talibãs a prémio Nobel da Paz

Aos 15 anos, Malala foi baleada na cabeça pelo talibãs no Paquistão por defender o direitos da educação das meninas. A jovem sobreviveu ao ataque, no qual um militante talibã entrou no autocarro escolar onde seguia, no vale do noroeste de Swat, e abriu fogo, ferindo Malala e mais dois colegas. Depois de recuperar dos ferimentos quase fatais, Malala e a família mudaram-se para Birmingham, que mais tarde chamou de "segunda casa".

Em 2014, aos 17 anos, Malala tornou-se a a pessoa mais jovem do Mundo a ganhar o Prémio Nobel da Paz, juntamente com a ativista dos direitos da criança indiana Kailash Satyarthi.

A paquistanesa começou a estudar na Universidade de Oxford e tornou-se uma importante ativista dos direitos humanos. Desde que terminou o curso de filosofia, política e economia, Malala pediu um melhor apoio para os refugiados afegãos, assinou um contrato com a Apple TV + para produzir documentários e apareceu na capa da Vogue britânica, enquanto continua o seu trabalho para melhorar o acesso das jovens meninas à educação.

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