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Malásia identifica quatro passageiros suspeitos a bordo do avião desaparecido

Malásia identifica quatro passageiros suspeitos a bordo do avião desaparecido

As autoridades da Malásia estão a avaliar a possibilidade de terrorismo no desaparecimento do avião da Malásia Airlines na madrugada de sábado no Golfo da Tailândia quando fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim com 239 pessoas a bordo. Força Aérea admite que avião terá voltado para trás, o que dificulta saber onde terá desaparecido e a que horas.

As autoridades da Malásia estão a investigar a possibilidade de atentado terrorista e verificam os circuitos internos de televisão do aeroporto de Kuala Lumpur, mas escusam-se a identificar, para já, os passageiros sobre os quais recaem suspeitas.

"Ao mesmo tempo que ativamos os nossos serviços de informações, informamos todas as unidades antiterrorismo dos países relevantes", disse o ministro. Hishammuddin Hussein disse aos jornalistas ter na sua posse os quatro nomes de suspeitos a bordo do avião da Malásia Airlines que a confirmar-se ter-se despenhado representa o pior desastre de sempre da companhia.

As informações são, contudo, contraditórias dado que, por um lado, o ministro malaio aponta para quatro nomes do manifesto de passageiros, ao passo que a autoridade da aviação civil indica apenas dois dos nomes, que se presumem ser os de um cidadão austríaco, Christian Kozel, 30 anos, e um italiano, Luigi Maraldi, de 37; ambos deram o passaporte como roubado na Tailândia.

A Agência France Press acrescenta, este domingo, mais um dado preocupante. Um cidadão chinês, cujo número de passaporte consta da lista de passageiros a bordo do voo MH370 é um habitante da província de Fujan, onde se encontrava este domingo, são e salvo.

A informação está a ser avançada pela agência de notícias oficial chinesa, citando fontes da polícia. Segundos as informações, o cidadão em casua não tem registo de saída para o estrangeiro e o próprio afirma que o passaporte nunca foi dado como perdido ou roubado.

Acresce que o nome do cidadão chinês em causa não corresponde com o nome do passageiro revelado pela Malásia Airlines associado àquele número do passaporte.

Na China, nas primeira horas após o desaparecimento do avião a imprensa local levantou a tese de terrorismo, ao ser que estavam rasurados dois dos nomes da lista de passageiros apresentada em Pequim, colocando a hipóteses de se traratem de nomes uigures, a maior etnia do Xinjiang, de religião muçulmana e cultura turcófona, suspeitos de vários atentados na China, o mais recente conhecido em Kunming, que causou 29 mortos e 143 feridos.

Outros dados, que podem estar relacionados, adensam o mistério em torno do desaparecimento do Boeing 777-200: um é a hora exata do último contacto e outro o local, dado que não é exluída a possibilidade de a aeronave invertido a marcha.

"Ao analisar os registos do radar, concluímos que existe a possibilidade de o avião ter voltado para trás", disse o chefe da Força Aérea Real da Malásia, Rodzali Daud, em conferência de imprensa. Com base nesta indicação, as autoridades alargaram as áreas de busca.

As primeiras informações davam conta que o avião da Malásia Airlines tinha desaparecido na madrugada de sábado às 2.40 horas, mas este domingo, o diretor do Departamento de Aviação Civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahman, já disse que a aeronave tinha desaparecido dos radares à 1.30 (hora local), mais de uma hora antes do que inicialmente foi revelado.

Além da vasta área de mar a percorrer há ainda outra variante que está a dificultar as operações que é apurar a hora exata em que a aeronave desapareceu. A diferença entre as primeiras informações - 2.40 locais - e os novos elementos - 01.30 locais - representa uma diferença que pode atingir os 800 quilómetros.

O avião ainda não foi localizado apesar dos inúmeros meios navais e aéreos de vários países colocados no terreno, no Golfo da Tailândia.