Protestos

Manifestações violentas nas Honduras contra reeleição do presidente

Manifestações violentas nas Honduras contra reeleição do presidente

A onda de protestos nas Honduras contra a reeleição do presidente conservador Juan Orlando Hernandez, que provocou, pelo menos, 17 mortos nas últimas três semanas, teve esta segunda-feira, mais episódios, com violentas manifestações, com a polícia a utilizar gás lacrimogéneo.

O Tribunal Eleitoral das Honduras anunciou oficialmente a vitória de Juan Orlando Hernandez no domingo, mas os apoiantes do candidato da esquerda, Salvador Nasralla, continuaram esta segunda-feira a denunciar uma "fraude" eleitoral, uma posição que é partilhada por observadores internacionais.

Logo que a vitória nas eleições de 26 de novembro foi declarada pela autoridade eleitoral, a oposição apelou aos contestatários da reeleição de Hernandez para descerem à rua.

Durante a tarde de domingo, os manifestantes edificaram barricadas em vários eixos do país centro-americano, minado por gangues criminosos.

A capital hondurenha, Tegucigalpa, amanheceu esta segunda-feira com as ruas obstruídas por pedras, pneus e outros materiais.

As forças de segurança, com equipamentos adequados para remoção dos obstáculos tentaram desimpedir as ruas e em algumas artérias os bloqueios perduraram durante largas horas.

Na saída da parte norte da cidade, a polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

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"Eles não resolverão o problema matando-nos e disparando gás lacrimogéneo", disse o ex-chefe de Estado Manuel Zelaya, chefe da aliança de esquerda que se opõe a Hernandez, no canal da UnTV.

Nasralla foi hoje aos Estados Unidos para se encontrar com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, e deveria ser recebido no Departamento de Estado norte-americano.

O presidente cessante Hernandez aproveitou uma decisão polémica do Tribunal Constitucional para defender um segundo mandato, que é proibido pela Constituição.

Centenas de hondurenhos protestaram na sexta-feira, 8 de dezembro, nas ruas da capital, Tegucigalpa, contra a suposta fraude nas eleições e a potencial reeleição de Juan Orlando Hernández, numa altura em que as autoridades eleitorais analisavam o processo.

Os manifestantes, incluindo alguns a bordo de motociclos, carregaram tochas, bandeiras azuis e brancas (as cores da bandeira nacional), bem como vermelhas, da Aliança da Oposição contra a Ditadura, partido do candidato Salvador Nasralla.

Também exibiram cartazes com mensagens contra a suposta fraude alegadamente forjada contra Nasralla para dar a vitória a Hernández, Presidente cessante e candidato a uma polémica reeleição, ecoando slogans como "Não à reeleição!" ou "Fora JOH" (Juan Orlando Hernández).

Um relatório da Amnistia Internacional, publicado no México, afirma que, pelo menos, 14 pessoas morreram nas manifestações.

As autoridades hondurenhas confirmaram apenas três mortes, enquanto Nasralla avança com 20 mortes.

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