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Manifestantes destroem imagens religiosas durante visita do Papa ao Brasil

Manifestantes destroem imagens religiosas durante visita do Papa ao Brasil

Manifestantes anti-Igreja envolvidos na "Marcha das Vadias" destruíram, este sábado, imagens religiosas na praia de Copacabana, onde milhares de peregrinos aguardavam o início da vigília da Jornada Mundial da Juventude.

De acordo com o jornal O Globo, as primeiras imagens, de Nossa Senhora de Fátima e Aparecida, foram destruídas por um casal nú, que tinha apenas os órgãos sexuais cobertos, com símbolos religiosos, como um quadro de Jesus Cristo.

Num outro ponto do protesto, os manifestantes juntaram cruzes, atiraram-lhes preservativos em cima e pisaram os artigos religiosos. Um dos manifestantes chegou a colocar um preservativo na cabeça de Nossa Senhora.

Ao deparar-se com o protesto, os peregrinos confrontaram-no cantando "Esta é a juventude do Papa" e alguns católicos que passavam pelo local criticaram o movimento, enquanto outros dizem não estar incomodados.

Assinalado com bandeiras do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) e de partidos políticos, o protesto reúne cerca de 450 pessoas e mistura-se com a vigília dos peregrinos que estão na praia de Copacabana.

Algumas manifestantes levam cartazes com frases como "Meu corpo não pertence à Igreja" e "Sou cristão e apoio a Marcha das Vadias", enquanto outras exibem os seios nus.

Apesar da destruição das imagens religiosas, o clima entre manifestantes e católicos é tranquilo.

Marco Rocha, que integra o grupo da "Marcha das Vadias", disse que foi "muito bem tratado" pelos peregrinos.

"A marcha acontece todos os anos em Copacabana nesta mesma data. Este ano foi cancelada por conta da JMJ, mas resolvemos vir mesmo assim", disse Rocha.

O grupo "Católicas pelo Direito de Decidir", favorável à "Marcha das Vadias", distribuía uma carta aberta ao Papa Francisco chamada "Queremos uma nova Igreja".

Outras pequenas manifestações acontecem na cidade do Rio de Janeiro, sobretudo pedindo a saída do governador do Estado, Sérgio Cabral, mas em ambinte tranquilo, até ao momento.

Na sexta-feira, depois do final da Via Sacra em Copacabana, na qual participou o papa Francisco, houve um princípio de tumulto entre a polícia e alguns manifestantes, mas tudo foi prontamente pacificado.

Já em São Paulo, após a manifestação da noite de sexta-feira na avenida Paulista, que terminou com depedências de bancos vandalizadas, 'grafitti' em prédios e semáforos destruídos, oito pessoas foram detidas e encaminhadas à esquadra do bairro dos Jardins.

De acordo com a Polícia Militar, seis dos manifestantes foram identificados e libertados.

Os outros dois manifestantes, que continuam presos, foram encaminhados para a Polícia Federal, por estarem na posse de cartões bancários falsificados.

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