França

Manuel Valls troca chefia do Governo francês por candidatura presidencial

Manuel Valls troca chefia do Governo francês por candidatura presidencial

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, anunciou esta segunda-feira a sua candidatura às eleições presidenciais em França, em 2017, para "unir a esquerda", profundamente dividida, perante uma direita e extrema-direita já lançadas nas sondagens.

"Comprometo-me porque não quero que França reviva o trauma de 2002 com a extrema-direita na segunda volta" das eleições presidenciais, disse o chefe do Governo francês, referindo-se à eliminação do candidato socialista, Lionel Jospin, na primeira volta das presidenciais.

Manuel Valls disse que vai renunciar terça-feira para se concentrar na campanha para as primárias socialistas, que vão decorrer entre 22 e 29 de janeiro, onde vai defrontar o ex-ministro da Economia Arnaud Montebourg.

A candidatura de Manuel Valls era quase certa, depois de o atual chefe de Estado francês, François Hollande, não se apresentar para um segundo mandato, devido à impopularidade que regista entre os franceses.

"A minha candidatura é a da reconciliação", assegurou o primeiro-ministro, no seu reduto eleitoral, a cidade de Evry, na região de Paris, durante um discurso.

Manuel Valls apelou a todos os franceses para participarem nas primárias socialistas e a rejeitarem a extrema-direita e a regressão social.

Segundo uma sondagem divulgada no domingo, Manuel Valls, de 54 anos e de origem espanhola, naturalizado francês aos 20 anos, é um dos preferidos da esquerda para se tornar candidato do Partido Socialista às presidenciais.

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A questão é se vai conseguir apoio suficiente, já que não vai beneficiar do apoio "automático" dos fiéis de François Hollande.

Num contexto de uma esquerda fragmentada e marcada pela impopularidade de François Hollande, as sondagens dão ao candidato de direita François Fillon e à líder da extrema-direita Marine Le Pen a disputa da segunda volta das presidenciais.

No discurso, Manuel Valls salientou que as grandes linhas do seu programa são a "laicidade", a "igualdade" e a "fraternidade", como um modelo social que "vai preservar e modernizar".

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