Beja

Marcelo diz que acordo entre Coreias é "passo para a paz"

Marcelo diz que acordo entre Coreias é "passo para a paz"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta sexta-feira o anunciado acordo entre as duas Coreias do Norte e do Sul como um "momento histórico" e um "passo para a paz" que deve ser saudado.

"Daqui, 'de todo o Alentejo deste Mundo', saúdo os presidentes das duas Correias (...) e o secretário-geral das Nações Unidas que tem sido um obreiro da paz", justificou o Presidente da República, falando aos jornalistas à margem da inauguração da 35ª Ovibeja nesta sexta-feira, sobre o encontro entre Kim Jong-un e Moon Jae-in (presidentes da Correia do Norte e do Sul).

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "depois de décadas de Guerra Fria, existiu um passo tão importante e tão positivo. Depois da queda do muro de Berlim, este exemplo que valha para o mundo na construção da paz", rematou.

Segundo o chefe de Estado, o acordo "é um passo importante" na península coreana, uma "zona muito sensível, muito tensa do mundo há muitas décadas", e "um passo para a paz". "Todos devemos saudar" este passo, é "uma grande alegria", enfatizou o Presidente da República.

"Não mais Guerra Fria, chega de Guerra Fria. Temos de caminhar para mais paz e não mais guerra", defendeu.

Já esta sexta-feira, o Presidente da República tinha saudado o encontro entre os líderes da Coreia do Sul e da Coreia do Norte através de uma nota colocada na página oficial da Presidência.

Os líderes das Coreias do Norte e do Sul, respetivamente, Kim Jong-un e Moon Jae-in, acordaram esta sexta tomar medidas para a "completa desnuclearização" da península coreana e para acabar com a guerra, durante a histórica cimeira realizada na fronteira entre os dois países.

"O Sul e o Norte confirmaram a sua meta comum de conseguir uma península livre de armas nucleares através da completa desnuclearização", refere a declaração conjunta, assinada pelos dois líderes no final da cimeira.

O Presidente da Coreia do Sul anunciou ainda que vai visitar a Coreia do Norte no outono deste ano.

Questões da ordem do dia

Questionado sobre a eutanásia, Marcelo lembrou que "é uma matéria para ser apreciada pelo parlamento". "Depois, sim, irei pronunciar-me", justificou.

Sobre a maternidade de substituição, o Presidente da República recordou que "o tribunal decidiu soberanamente e tem que se cumprir o que foi decido". Quando questionado se a decisão lhe agradou, acrescentou que "o Presidente da República não pode estar sujeito a estados de espírito, segundo as decisões dos tribunais", concluiu.

Quando questionado pelo JN se iria estar em Beja no próximo dia 12 de maio, na celebração dos 44 anos do partido, Marcelo justificou que "o Presidente da República, embora não apagando a sua biografia, não pode estar presente em manifestações partidárias", acrescentando que abria um procedendo, "mesmo sendo muito querido", depois o obrigava a andar "num périplo pelos partidos", sustentou.

Passagem pela Ovibeja

Sobre a Ovibeja e na companhia do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e do Comissário Europeu para a Investigação, Carlos Moedas, disse que se está "a viver um período de grande crescimento, na feira, que acompanha o crescimento do país, da agricultura e do Alentejo", rematou.

Após a chegada a Beja e ao recinto da feira, Marcelo Rebelo de Sousa, descerrou a placa que atribui o nome de Manuel Castro e Brito, falecido presidente da Associação de Criadores de Ovinos do Sul (ACOS) e grande impulsionador da Ovibeja, ao Parque de Feiras e Exposições, e considerou ser um "reconhecimento muito justo. Todos reconhecemos que o Castro e Brito foi uma personalidade única", rematou.

A 35ª edição da Ovibeja vai decorrer até ao próximo dia 1 de maio e pelos seus pavilhões vão passar as figuras da política portuguesa, faltando somente a confirmação do primeiro-ministro.