Guerra na Ucrânia

Medvedev reivindica direito da Rússia a usar armas nucleares "se necessário"

Medvedev reivindica direito da Rússia a usar armas nucleares "se necessário"

O ex-presidente russo Dmitri Medvedev diz que a Rússia "tem o direito de usar armas nucleares, se necessário", lembrando os "surdos" do Atlântico (EUA e Reino Unido) que o país fará tudo para "evitar o aparecimento de armas nucleares nos vizinhos hostis".

Numa mensagem publicada esta terça-feira de manhã na conta de Telegram, o atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia diz que o país só vai carregar no "botão nuclear" em casos predeterminados. "Se nós ou os nossos aliados formos atacados usando esse tipo de arma. Ou se a agressão com o uso de armas convencionais ameaçar a própria existência do nosso Estado. O presidente da Rússia falou sobre isso diretamente recentemente", explicou.

Desde que Putin lançou no ar a possibilidade de o Kremlin recorrer a armamento nuclear para a sua "operação especial" na Ucrânia, várias foram as vozes a alertar para o risco de segurança mundial que seria causado por tal ato, mas indo de encontro àquelas que foram as palavras do atual presidente russo, Medvedev diz que o mundo anglo-saxónico cavalga nas palavras "liberdade" e "democracia", tentando impor ao resto da humanidade "a sua exclusividade e o direito a governar o mundo".

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Ainda na defesa das medidas tomadas por Moscovo, Medvedev diz que as ações levadas a cabo na Ucrânia pretendem também impedir ao regime "nazi" de Kiev o acesso a armas nucleares. "Se a ameaça à Rússia exceder o limite de perigo estabelecido, teremos que responder. Sem pedir permissão a ninguém, sem longas consultas. E, definitivamente, não é um bluff", afirmou, repetindo a mesma expressão utilizada por Vladimir Putin no anúncio da mobilização decretada, que implica a chamada à guerra de 300 mil reservistas e que tem levado a uma tentativa desesperada de alguns para deixar o país e escapar à convocatória.

Num exercício perverso, Medvedev diz ainda que a NATO deixaria de se importar com a segurança da Ucrânia "moribunda que ninguém precisa, mesmo que seja abundantemente abastecida com várias armas", se em causa estivesse a segurança de cidades como Washington, Londres ou Bruxelas.

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