Guerra

Menina síria implora a Trump: "Salve as crianças"

Menina síria implora a Trump: "Salve as crianças"

Bana Alabed, a menina síria de sete anos que se tornou famosa por descrever a guerra em Alepo através do Twitter, enviou uma carta a Donald Trump a implorar pela vida de todas as crianças do seu país.

Com o anunciado bloqueio à entrada nos EUA de todos os refugiados oriundos da Síria, Bana Alabed, de sete anos, escreveu uma carta a Donald Trump, com a ajuda da mãe, Fatemah, onde lhe pede que "ajude as crianças sírias" vítimas do conflito.

"Sou uma das crianças sírias que sofreram com a guerra", explica a menina que durante meses relatou as atrocidades que a fizeram perder amigos e a obrigaram a sair de casa, em Alepo, para encontrar refúgio noutro país.

"Neste momento, estou na Turquia, onde posso sair de casa e ser feliz. Posso ir à escola apesar de ainda não ter ido. Mas por isso é que a paz é importante para todos, incluindo para si", diz Bana numa carta escrita à mão.

"No entanto, milhões de criança sírias não estão como eu neste momento e sofrem em diferentes partes da Síria". Tendo em conta o sofrimento e destruição no país, Bana termina a carta dizendo ao novo inquilino da Casa Branca que anseia saber o que vai ele fazer pelas crianças da Síria.

"A minha carta para Donald Trump: imploro-lhe, pode fazer alguma coisa pelas crianças da Síria? Se puder, serei a sua melhor amiga. Obrigado", lê-se na mensagem que introduz a carta escrita ainda antes da tomada de posse, mas que só foi divulgada esta quarta-feira.

Um projeto de ordem executiva obtido pela Associated Press mostra que Donald Trump pretende deixar de aceitar refugiados sírios e suspender o programa de refugiados do país por 120 dias. O presidente norte-americano também planeará suspender por pelo menos 30 dias a emissão de vistos para os cidadãos do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria ou Iémen, todos países predominantemente muçulmanos, de acordo com o projeto.

A guerra na Síria já matou cerca de 400 mil pessoas, incluindo, pelo menos, 15 mil crianças, ao longo dos últimos seus anos.