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Emergência

Merkel ampara Macron e concorda que Amazónia deve ser discutida no G7

Merkel ampara Macron e concorda que Amazónia deve ser discutida no G7

Os incêndios na Amazónia constituem uma "situação de emergência aguda" que deve ser discutida na cimeira do G7 este fim de semana, declarou, esta sexta-feira, o porta-voz de Angela Merkel, apoiando um pedido de Emmanuel Macron nesse sentido.

"A chanceler está convencida" de que a questão "deve integrar a agenda dos países do G7 quando eles se reunirem este fim de semana" em Biarritz, em França, declarou Steffen Seibert, porta-voz da chefe do Governo alemão, numa conferência de imprensa em Berlim.

"A chanceler apoia completamente o Presidente francês" neste assunto, adiantou.

Seibert disse ainda que "a magnitude dos incêndios no território da Amazónia é assustadora e ameaçadora, não apenas para o Brasil e os outros países envolvidos, mas para o mundo inteiro".

Na véspera, o Presidente francês, Emmanuel Mácron, referiu na rede social Twitter os fogos que devastam a maior floresta tropical do planeta, falando de "crise internacional" e pedindo aos países industrializados do G7 "para falarem desta emergência".

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, respondeu acusando o seu homólogo francês de ter "uma mentalidade colonialista" e de pretender "instrumentalizar" o assunto "para ganhos políticos pessoais".

O secretário-geral da ONU, António Guterres, tinha desencadeado apelos para salvar a Amazónia declarando-se "profundamente preocupado" com os incêndios, através do Twitter.

Embora o avanço dos fogos seja difícil de avaliar, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registou quase 2500 novos focos de incêndio no espaço de 48 horas em todo o Brasil.

Segundo o INPE, o número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.