Alemanha

Merkel e Armin Laschet felicitam Olaf Scholz pela vitória

Merkel e Armin Laschet felicitam Olaf Scholz pela vitória

A chanceler alemã e o candidato do seu partido nas eleições de domingo, Armin Laschet, já felicitaram o ministro das Finanças e vice-chanceler, Olaf Scholz, pela vitória nas eleições, nas quais o Partido Social-Democrata (SPD) foi o mais votado.

"A chanceler [Angela Merkel] felicitou Olaf Scholz (SPD) na segunda-feira pela sua vitória eleitoral", disse esta quarta-feira o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert, num comunicado.

"A chanceler e o seu vice-chanceler e ministro das Finanças estão sempre em contacto. Não informamos sobre o conteúdo das suas conversas", declarou Seibert durante uma conferência de imprensa, mensagem que repetiu depois em comunicado.

Armin Laschet, o candidato da União Democrata-Cristã (CDU), também felicitou o social-democrata Olaf Scholz pela sua vitória eleitoral, disseram hoje fontes da CDU e do SPD.

De acordo com essas fontes, Laschet mandou hoje uma mensagem escrita ao rival para o felicitar pela vitória.

Laschet, líder da CDU [partido da chanceler Angela Merkel], no entanto continua a querer tentar formar um governo, com o apoio dos liberais e dos verdes, para permitir a nomeação de um conservador à frente do executivo.

O SPD, liderado por Olaf Scholz, venceu as eleições parlamentares alemãs de domingo com 25,7% dos votos, enquanto a CDU e da União social-cristã (CSU, a sua congénere bávara), liderada por Armin Laschet, obteve 24,1% dos votos. Foi o pior resultado eleitoral dos conservadores desde 1949.

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Atrás do SPD e da CDU, que desde 1949 assumem as lideranças dos executivos, estão os Verdes com 14,8% dos votos e os liberais do FDP com 11,5%.

Na quinta posição, e entre os partidos que garantiram representação no Budenstag (parlamento) surge o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD, 10,3%), e por último o Die Linke (A Esquerda), com 4,9%.

A curta distância entre os dois partidos mais votados impõe agora a necessidade de negociações com pelo menos dois potenciais futuros parceiros de coligação, algo que nunca sucedeu no país, e caso seja excluída a hipótese de "grande coligação" CDU/SPD.

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