União Europeia

Merkel elogia união, Rutte garante salvaguarda de "interesses holandeses"

Merkel elogia união, Rutte garante salvaguarda de "interesses holandeses"

A chanceler alemã defendeu que o acordo alcançado esta terça-feira entre os líderes da União Europeia para o fundo de recuperação revela uma "Europa unida" num cenário que exigia "respostas extraordinárias".

Angela Merkel admitiu, contudo, as dificuldades que surgiram para se chegar a um acordo. "Não foi fácil, mas no final encontrámo-nos", afirmou, enfatizando que "o multilateralismo está sob grande pressão no momento" e que "a Europa mostrou nesta situação ser capaz de agir".

Merkel, cujo país assume atualmente a presidência da União Europeia, fez essa declaração ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, com quem participou em sucessivas reuniões de grupo, juntamente com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, até que o acordo fosse alcançado.

O primeiro-ministro da Holanda considerou, por seu turno, que o acordo salvaguarda os interesses holandeses. "Após longas e intensas negociações, chegámos a um acordo sobre o orçamento a longo prazo da UE e o fundo de recuperação da UE. O resultado é um bom pacote que salvaguarda os interesses holandeses e que tornará a Europa mais forte e mais resiliente", escreveu Mark Rutte no Twitter, pouco depois do fim da cimeira.

Tanto o plano franco-alemão como a proposta da Comissão Europeia defendiam subvenções num montante de 500 mil milhões de euros, o que acabaria por ser rejeitado pelos chamados países "frugais", formados pela Holanda, Áustria, Suécia e Dinamarca, que exigiam que as subvenções ficassem abaixo dos 400 mil milhões de euros.

PUB

Em declarações aos jornalistas em Bruxelas, Rutte disse ainda que o acordo é "um pacote bom e abrangente" para os países mais afetados pela covid-19, saudando ainda o facto de, "nos casos mais extremos, o travão de emergência poder ser acionado se esses países não tiverem feito o suficiente".

O acordo reforça o controlo sobre a concessão de ajuda direta, para satisfazer a Holanda, que exigia que os Estados-membros pudessem vetar os planos de reforma e de investimento dos seus parceiros, enquanto a Comissão Europeia propunha que estes apenas tomassem decisões a nível técnico.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG