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Michel Temer é avaliado como ruim ou péssimo por 46% dos brasileiros

Michel Temer é avaliado como ruim ou péssimo por 46% dos brasileiros

O Governo do presidente Michel Temer foi avaliado como ruim ou péssimo por 46% dos brasileiros entrevistados num inquérito divulgado esta sexta-feira.

A percentagem de pessoas que consideram o Governo brasileiro regular é de 35%, os que avaliaram como ótimo ou bom somam 13% e outros 06% alegaram não saber ou não quiseram responder ao inquérito divulgado pelo Ibope e Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Num levantamento anterior realizado em setembro, a avaliação da gestão Temer como ruim ou péssima estava em 39%, enquanto 14% avaliaram o Governo como ótimo ou bom, 34% regular e 12% não souberam responder.

A percentagem de brasileiros que desaprovam a maneira de governar do presidente Michel Temer aumentou, entre setembro e dezembro, de 55% para 64%.

"A queda na popularidade do presidente Temer ocorre com maior intensidade entre os entrevistados com educação superior e renda familiar elevada. Nesses grupos de entrevistados, além da redução dos indecisos, percebe-se uma diminuição significativa daqueles que avaliam o governo como ótimo ou bom", destaca-se.

A deterioração na avaliação do Governo brasileiro também se reflete nas avaliações por área de atuação. Entre as nove áreas avaliadas, apenas duas - impostos e juros - não registam crescimento significativo.

Essas duas áreas continuam, junto com saúde, como as três áreas piores avaliadas. Entre os entrevistados, 80% desaprovam as ações e políticas relativas à saúde e impostos e 79% desaprovam as relativas à taxa de juros.

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As perspetivas da população para o restante do Governo Temer são mais pessimistas.

A proporção dos entrevistados que acreditam que o restante do governo será ótimo ou bom cai de 24% para 18%, enquanto o percentual dos que acreditam que será ruim ou péssimo sobe de 38% para 43%.

No levantamento mediu-se ainda a perceção dos brasileiros sobre o noticiário relacionado ao Governo. Para 47% deles as notícias recentes são desfavoráveis e 13% avaliaram como favoráveis, 13% não consideram nenhuma das duas opções.

Na pesquisa CNI/Ibope foram ouvidas 2002 pessoas em 141 municípios entre os dias 01 e 04 de dezembro. A margem de erro estima no levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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