França

Migrante gravemente ferido em Nice após disparo da polícia francesa

Migrante gravemente ferido em Nice após disparo da polícia francesa

Um egípcio de 35 anos ficou gravemente ferido, esta quarta-feira, depois de ter sido atingido pelo disparo de um polícia, que tentou parar uma carrinha que transportava quatro migrantes, na cidade francesa de Nice.

Segundo a agência AFP, que cita um comunicado do procurador da República de Nice, tudo começou com um alerta das autoridades italianas para o facto de uma carrinha, que transportava cidadãos estrangeiros "em situação irregular", ter sido localizada na região de Sospel, uma comuna francesa perto da fronteira com a Itália.

Após esse alerta, iniciou-se uma perseguição policial à carrinha, por parte da polícia de fronteira, até à intervenção de outra patrulha "numa estrada íngreme" perto de Nice.

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"A carrinha terá acelerado na direção deste veículo policial e um dos nossos agentes terá utilizado a sua arma, quatro vezes, para tentar detê-la", explica a mesma fonte.

O motorista da carrinha viria depois a abandonar o veículo, juntamente com dois passageiros que iam sentados no banco da frente, tendo as autoridades encontrado no seu interior, quando chegaram ao local, cinco migrantes, entre eles um homem egípcio que tinha sido baleado na cabeça. O homem viria a ser transportado para o hospital e encontra-se em risco de vida.

Segundo adiantou ainda Procurador de Nice, foram identificados dois buracos de bala no veículo e foram abertas duas investigações pelo Ministério Público francês.

Uma das investigações diz respeito à "assistência na entrada e circulação em França de cidadãos estrangeiros em situação irregular, em situações incompatíveis com a dignidade humana" e outra para apurar as circunstâncias em que decorreu a atuação policial e se o agente disparou a arma em legítima defesa.

A zona do Vale de Roya, na fronteira franco-italiana, é um dos pontos de passagem para os migrantes, após a sua chegada de África, após cruzar o Mediterrâneo.

A França restabeleceu os controlos fronteiriços em 2015, ano que ficou marcado por vários ataques terroristas.

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