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Mikhail Gorbachev: "Anjo da paz" para uns e "demónio" para outros

Mikhail Gorbachev: "Anjo da paz" para uns e "demónio" para outros

Mikhail Gorbachev parte entre as mesmas grandes clivagens que ajudou a derrubar. Funeral do mentor da "Glasnost" e da "Perestroika" marcado para sábado, em Moscovo.

No mesmo dia, ontem, em que os peritos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), chegaram a Zaporíjia para a inspeção da maior central nuclear da Europa, localizada no Sul da Ucrânia, em território ocupado pela Rússia, o cenário de conflito relembra todas as semelhanças com os mesmos riscos de catástrofe e terror que ameaçaram o mundo nas décadas de 1980 e 1990, até à intervenção do estadista russo que proporcionou o degelo com o Ocidente. Foi essa a maior façanha de Mikhail Gorbachev, falecido anteontem, aos 91 anos, mas agora despedido na retoma das clivagens que ajudou a derrubar e no troar dos canhões na Ucrânia.

Uma ronda pela imprensa internacional revela os antagonismos suscitados pela morte do último presidente da União Soviética. Um anjo, para o Ocidente, um demónio, para algumas ex-repúblicas soviéticas. As reações à morte de Gorbachev começaram com os despachos de agências, factuais e neutros, mas logo se aprofundaram em resenhas históricas elogiosas ou menos simpáticas para o mentor da "Glasnost" (abertura) e da "Perestroika" (reconstrução).

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