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Milhares de sírios na rua contra a Liga Árabe

Milhares de sírios na rua contra a Liga Árabe

Dezenas de milhares de apoiantes do governo sírio estão, este domingo, a manifestar-se contra a decisão da Liga Árabe de suspender o país. Centenas de polícias anti-motim protegem embaixadas árabes e ocidentais após uma noite de ataques.

Os protestos estão a decorrer na capital, Damasco, e em quatro outras cidades, Aleppo, Latakia, Tartous e Hasakeh, com uma adesão para a qual contribui o facto de as escolas e as empresas estarem fechadas.

"Vocês, líderes árabes, são as caudas de Obama", pode ler-se num cartaz empunhado por manifestantes que acusam a Liga Árabe de ceder às pressões do presidente norte-americano, depois da anunciada suspensão da Síria.

Milhares de pessoas agitam a bandeira síria e cartazes com a imagem do presidente Bashar Assad.

Embaixadas atacadas

Entretanto, a Turquia decidiu retirar da Síria as famílias dos seus diplomatas e o pessoal não essencial por motivos de segurança, depois de ataques contra edifícios diplomáticos turcos no país durante a noite de sábado, noticiou a agência oficial turca.

Também houve ataques contra edifícios diplomáticos franceses, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, que convocou o embaixador sírio em França.

Já hoje, o governo da Arábia Saudita condenou o ataque contra a sua embaixada em Damasco e acusou as forças de segurança sírias de não impedirem a entrada de manifestantes partidários do regime de Bashar al-Assad no edifício.

O governo sírio pediu, este domingo, uma cimeira árabe urgente para discutir a crise política que afecta o país desde Março e disse que acolheria bem observadores civis ou militares que os líderes árabes queiram enviar para fiscalizar a aplicação do plano da Liga Árabe para pôr fim à violência.

No sábado, a Liga Árabe decidiu suspender a Síria de todas as reuniões do grupo numa sanção contra a violência com que Damasco tem respondido aos protestos populares. Segundo estimativas da ONU, a violência já terá resultado em mais de 3500 mortes desde que começaram os protestos, em Março.

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