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Milhares de vacinas falsas contra a covid-19 apreendidas na África do Sul e China

Milhares de vacinas falsas contra a covid-19 apreendidas na África do Sul e China

Redes criminosas dedicadas que comercializavam vacinas em espaços físicos e na Internet foram desmanteladas. Secretário-geral da Interpol avisa que estas operações revelaram apenas a "ponta do iceberg".

A polícia da África do Sul apreendeu 400 ampolas, suficientes para 2400 doses de falsas vacinas contra a covid-19. Já as autoridades chinesas detiveram 80 pessoas com ligações a uma rede criminosa dedicada à venda de falsas vacinas em espaços físicos, mas também na Internet. Três mil exemplares foram apreendidos.

Para o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, estas apreensões são apenas "a ponta do iceberg" de um problema mundial. No final do ano passado, quando faltava pouco mais de uma semana para o início da vacinação contra o coronavírus em Portugal e na Europa, um estudo da Checkpoint Research, empresa internacional especializada em cibersegurança e uma referência no setor da informática reconhecida até pelas autoridades policiais, identificava, tal como o JN avançou, anúncios que prometiam vacinas por cerca de 300 euros. Um relatório então divulgado revelava também que, só em novembro de 2020, foram registados 1062 domínios (que dão acesso a páginas que podem ser consultadas) com a palavra vacina, que serviriam para promover produtos para combater a pandemia.

Rede criminosa desmantelada

Os receios da Checkpoint Research, que eram os mesmos de entidades como a Interpol, Europol e da Agência Europeia do Medicamento, foram agora confirmados na África do Sul e na China. No primeiro país, a polícia encontrou num armazém situado em Germinston, cidade da região de Gauteng, 400 ampolas de falsas vacinas contra a covid-19. Esta quantidade era suficiente para 2400 doses. No mesmo armazém estavam guardadas três milhões de máscaras, igualmente, falsificadas.

No âmbito desta operação, que ocorreu na sequência de um alerta lançado pela Interpol, foram detidos três suspeitos de nacionalidade chinesa e um oriundo da Zâmbia.

Eram também chineses os líderes de uma rede criminosa que se dedicava à venda de falsas vacinas contra a covid-19. A comercialização ocorria em locais físicos controlados pelo grupo, como também através de diferentes sites. Esta organização estava sediada na China, país onde, em mais uma ação apoiada pela Interpol, foram apreendidas 3000 vacinas falsas e detidas 80 pessoas.

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"Embora nos congratulemos com este resultado, estas ações são apenas a ponta do iceberg quando se trata da vacina covid-19 relacionada crime", disse Jürgen Stock. O mesmo responsável acrescentou que "a Interpol continuará a prestar o seu total apoio às autoridades nacionais que trabalham para proteger a saúde e a segurança de os seus cidadãos". "Estas detenções, sublinham o papel único da Interpol na reunião de actores-chave de ambos os públicos e dos sectores privados para proteger a segurança pública", concluiu Jürgen Stock, que deixa um importante aviso: não há vacinas contra a covid-19 à venda na Internet.

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