Pandemia

Milhares protestam contra o certificado covid em França e Itália

Milhares protestam contra o certificado covid em França e Itália

Milhares de pessoas manifestaram-se, este sábado, em França e Itália contra as regras do certificado sanitário covid-19.

Cerca de 237 mil pessoas, segundo estimativas oficiais, marcharam em várias cidades francesas pelo quarto fim de semana consecutivo contra os certificados de saúde covid-19.

De acordo com o Ministério francês da Administração Interna, esta foi até agora a maior mobilização contra a imposição dos certificados de saúde covid-19, aprovados na quinta-feira pelo Tribunal Constitucional e que entram em vigor na segunda-feira.

Às 19 horas locais (18 horas em Portugal continental), as autoridades francesas registavam 198 intervenções, 35 detenções e sete ferimentos ligeiros entre agentes das forças de segurança.

A partir de segunda-feira, o certificado será necessário em França para entrar em cafés, restaurantes, fazer viagens de longa distância e, em alguns casos, aceder a hospitais.

A obrigatoriedade da apresentação do certificado estava já em vigor para o acesso a locais culturais e recreativos, incluindo cinemas, salas de concertos e parques temáticos com capacidade para mais de 50 pessoas.

Uma multidão pacífica de manifestantes atravessou Paris, acompanhada por polícia antimotim equipada a rigor, exibindo bandeiras em que se que liam frases como "As nossas liberdades estão a morrer" e "Vacina: Não toquem nos nossos filhos".

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Dezenas de manifestações foram organizadas em outras cidades francesas, incluindo Marselha, Nice e Lille.

Alguns manifestantes protestaram também contra o facto de o governo francês ter tornado as vacinas contra a covid-19 obrigatórias para os trabalhadores do setor da saúde até 15 de Setembro.

A generalidade dos protestos centrou-se na limitação ao movimento dos cidadãos imposta pela obrigatoriedade dos certificados e da vacinação.

Sondagens indicam, no entanto, que a maioria das pessoas em França apoia os certificados de saúde, que atestam que as pessoas estão vacinadas, apresentaram um teste recente negativo ou recuperaram da covid-19.

Cerca de mil pessoas estiveram na Piazza del Popolo, no centro de Roma, em protesto contra o referido certificado.

Segundo a agência noticiosa italiana Ansa, milhares de pessoas também desfilaram em Milão, alguns utilizando indicações de "Não vacinado".

Em Nápoles, há registo de uma centena de participantes num protesto idêntico, que também manifestou oposição à vacinação de crianças contra a covid-19.

O passaporte verde, uma extensão do certificado digital da União Europeia, tornou-se obrigatório em Itália na sexta-feira para entrar em cinemas, museus, em recintos desportivos fechados e no interior de restaurantes.

Para os que trabalham em escolas e universidades também será necessário, assim como para estudantes, a partir de 1 de setembro, sendo ainda obrigatório em voos domésticos e viagens de comboio de longa distância.

Este certificado está a ser utilizado como um instrumento de luta contra a pandemia de covid-19, que em Itália já fez mais de 128 mil mortos.

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