11 mortos

Militar confessou à família massacre em Cabo Verde

Militar confessou à família massacre em Cabo Verde

O militar suspeito de matar 11 pessoas em Cabo Verde terá confessado à família que executou as vítimas uma a uma.

Manuel António Silva Ribeiro, o militar do destacamento de Monte Txota suspeito de matar 11 pessoas em Cabo Verde, terá confessado o crime à família.

Segundo a agência de notícias de Cabo Verde, "Anthany Silva", como é conhecido Manuel Silva Ribeiro, procurou alguns parentes após o crime e confessou os assassinatos, sem revelar a motivação.

Anthany terá dito que matou as 11 pessoas, uma a uma, chamando por elas e disparando em seguida.

Em casa de familiares de Anthany foi encontrada uma das armas desaparecidas e três carregadores, alegadamente deixados pelo militar, quando passou em casa dos familiares, antes de voltar a desaparecer.

As 11 vítimas são do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 20 e os 51 anos, sendo oito militares e três civis. Dos três civis, dois são técnicos de nacionalidade espanhola, que se encontravam em Cabo Verde a prestar serviços no local, e um de nacionalidade cabo-verdiana que também trabalhava com a equipa espanhola, adiantou o Paulo Rocha, ministro da Administração Interna cabo-verdiano.

O ministro da Administração Interna adiantou, terça-feira à noite, que do local do massacre, numa zona de montanha a cerca de 45 minutos da capital cabo-verdiana, "foram subtraídas nove espingardas e munições", entretanto já recuperadas do interior de um automóvel, na zona da Cidadela-Palmarejo, na cidade da Praia.

Paulo Rocha disse ainda que as Forças Armadas, a Polícia Nacional e a Polícia Judiciária estão no terreno "empenhadas em esclarecer cabalmente este lamentável episódio", deixando a garantia que "tudo será feito" nesse sentido.

De acordo com o governante, o ataque teve "motivações pessoais".