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Militares em alerta com eventuais planos de Trump para gerar caos

Militares em alerta com eventuais planos de Trump para gerar caos

Os líderes militares do Pentágono e da zona de Washington estão em alerta vermelho, temendo o que Donald Trump poderá vir a fazer durante os últimos dias como chefe da Casa Branca.

A revista norte-americana "Newsweek" assegura que altos oficiais discutiram o que farão caso o presidente norte-americano decida declarar a lei marcial. Os comandos militares responsáveis ​​pelo distrito federal de Washington estão a trabalhar num plano de contingência secreto, antecipando a possibilidade de as Forças Armadas serem convocadas para manterem ou restaurarem a ordem civil durante o período de transição. Secreto porque está a ser mantido fora dos radares da Casa Branca e dos aliados de Trump no Pentágono, por receio de ser deitado por terra, confirmou um oficial conhecedor do caso à publicação.

"Estou associado ao Exército há mais de 40 anos e nunca vi as discussões que estão a acontecer agora, nunca vi a necessidade de tais discussões", disse um oficial de bandeira aposentado, que atualmente orienta líderes militares e a quem foi garantido anonimato para falar sem medo de represálias. Meia dúzia de responsáveis com posições semelhantes (e que também falaram sob anonimato) concordam que as Forças Armadas possam ser sugadas pela Administração Trump, especialmente se o ainda presidente tentar reunir milícias privadas e paramilitares na tentativa de interromper a transição para a era Biden e trazer violência para a capital.

Até porque, por causa da pandemia, Trump tem poderes de emergência sem precedentes, que poderão convencê-lo, sobretudo se der ouvidos a alguns dos seus apoiantes, "de que tem poderes ilimitados e está acima da lei", explica um conselhieiro jurídico militar aposentado, que considera a lei marcial "o paradigma errado para pensar sobre os perigos que virão." Embora tal proclamação presidencial pudesse decorrer de sua ordem como comandante-chefe, faltaria o essencial: o lado marcial, ou seja, o envolvimento e a conivência de alguma fatia de militares que apoiariam o movimento ilegal do presidente. Grupo esse que não existe, garantem os especialistas ouvidos pela "Newsweek", que temem ainda assim que haja espaço para travessuras, confusão e até mesmo uso de força militar.

Confrontada pela revista, o Pentágono respondeu com várias citações de líderes da Defesa segundo os quais os militares não têm nenhum papel a desempenhar no resultado da eleição, mas recusou abordar as crises pós-eleitorais ou as discussões da lei marcial. A Casa Branca recusou comentar.

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