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Militares israelitas matam palestiniana suspeita de ataque na Cisjordânia

Militares israelitas matam palestiniana suspeita de ataque na Cisjordânia

Militares israelitas mataram a tiro uma palestiniana que, segundo o exército, tentou atropelar um grupo de soldados que guardava um estaleiro de obras na Cisjordânia ocupada.

Num comunicado, o exército de Israel indica que os soldados dispararam sobre a mulher em Hizma, a norte de Jerusalém, quando esta saiu do carro e empunhou uma faca.

O comunicado não refere quão próxima a mulher estava dos soldados e o exército não divulgou qualquer fotografia ou vídeo do incidente.

Nos últimos anos têm-se registado vários ataques de palestinianos, à facada ou tentativas de atropelamento, contra soldados israelitas e colonos na Cisjordânia.

A maioria dos atacantes não tem aparentemente ligações a grupos militantes organizados.

Organizações de direitos humanos palestinianas e israelitas dizem que os soldados usam frequentemente força excessiva e que podiam parar os atacantes sem os matar.

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Em alguns casos, indicam, inocentes foram identificados como atacantes e mortos a tiro.

A agência oficial palestiniana Wafa confirmou a morte e identificou a mulher como Mai Khaled Yussef Afana, 29 anos, da cidade de Abu Dis, perto de Jerusalém.

O incidente ocorre num contexto de persistente tensão entre israelitas e palestinianos.

A aviação israelita visou esta quarta-feira posições do movimento islâmico palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, depois do lançamento de balões incendiários a partir do enclave contra Israel, no primeiro incidente considerável entre os dois campos desde o final da sua guerra de 11 dias em maio.

A violência surgiu após uma marcha de militantes de extrema-direita israelitas em Jerusalém Oriental, o setor palestiniano da cidade ocupado e anexado por Israel.

No sábado, uma palestiniana com uma faca foi morta por um militar israelita num posto de controlo entre a Cisjordânia e Jerusalém. Na véspera, um adolescente palestiniano foi morto a tiro por soldados israelitas em confrontos à margem de uma manifestação contra a colonização perto de Nablus, no norte da Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.

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